A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 01/11/2019
Zona de penumbra involuntária
No livro “O conceito de Direito”, conceituado pelo filósofo H.L.A Hart, as regras são exemplificadas por meio da zona de foco e da zona de penumbra. A primeira retrata casos fáceis e ausentes de controvérsias quanto as aplicações, enquanto a posterior é um conjunto de ocorrências ásperas que induzem às dúvidas. Desta forma, é notório que a internação involuntária de dependentes se abarca na zona de penumbra, visto que corroboram com a indecisão do indivíduo acerca da internação e, portanto, mostram-se ineficazes e são, na maioria, redes privadas, o que impossibilita a fiscalização.
Em primeiro lugar, com o fito de reduzir os dependentes químicos no Brasil, as instituições de internação ora voluntária ora involuntária carecem da viabilização de materiais medicinais provenientes da Prefeitura contemporânea de cada localidade, e uma vez que não há fornecimento destes, as leis que alteram diversificados pontos do Sisnad (Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas), propostas pelo Presidente Jair Bolsonaro, tornam-se ineficientes.
Outrossim, as comunidades terapêuticas requerem da fiscalização adequada, já que possuem cunho religioso e não eram mencionadas como redes de tratamento se comparadas aos hospitais públicos. Não obstante, este fator contribui com a atenuação dos investimentos da rede pública, visto que as Leis citadas anteriormente visam o atendimento das comunidades acima dos hospitais. “Essas comunidades não fazem parte do sistema público sem licitação, quando o SUS sofre com falta de financiamento”, ressalta Maronna, secretário executivo da PBPD (Plataforma Brasileira de Política de Drogas).
É cognoscível, em suma, a carência de materiais hospitalares e fiscalização nas comunidades terapêuticas involuntárias de modo que não tornem-se prejudiciais às redes públicas. Logo, com o objetivo de manusear eficientemente as leis propostas pelo Presidente e as redes de tratamento, o Ministério da Saúde deve prover materiais às redes enquanto o Sisnad adjunto ao Governo Executivo necessita de capacitar os hospitais como o SUS (Sistema Único de Saúde) para este atendimento, a fim de que haja equilíbrio entre a comunidade e as instituições e enfim, saia da zona de penumbra.