A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 06/11/2019

Segundo o Lenad (Levantamento Nacional das Famílias dos Dependentes Químicos) cerca de 5,7% dos brasileiros sejam dependentes de drogas, o que representa aproximadamente 8 milhões de pessoas. Diante disso, entende-se a preocupação presente nas famílias dos dependentes, que necessitam de internação para a cura do vício. Entretanto, a internação involuntária se torna um dilema entre os envolvidos no problema, pois a resistência por parte dos dependentes é inegável.

Em primeiro plano, é compreendível a importância da internação para o tratamento dos dependentes químicos no Brasil, pois torna-se uma questão de bem-estar social e segurança em relação as pessoas envolvidas com os mesmos. No filme ‘‘Garota Interrompida’’, é relatada os problemas de  uma mulher com o seu vício em drogas, e como isso afeta as pessoas ao seu redor.

Com isso, a internação involuntária se faz necessária, diante do requerimento dos familiares, que tornam-se responsáveis pela saúde dos viciados, pois entende-se que os mesmos não são capazes de decidirem conscientemente acerca da realização do tratamento.

A fim de mitigar o problema, portanto, o Ministério da Saúde deve realizar projetos que auxiliem as famílias acerca da internação dos dependentes, demonstrando quando é necessário tomar medidas drásticas, por meio de atendimentos em casa, palestras e encontros entre as mesmas. Somente assim será possível que a internação seja realizada quando preciso, melhorando a qualidade de vida dos dependentes.