A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 11/11/2019
A dependência química é uma problemática comum no Brasil, de difícil solução. Há de se considerar que uma grande parte da população vê os usuários como criminosos ao invés de vê-los como doentes. Além disso, os tratamentos existentes no momento atual somam a vários problemas estruturais e sociais e não ajudam o paciente a obter mudanças de atitudes.
Primeiramente, é de extrema importância discutir sobre a forma dos dependentes por parte do governo em oferecer ajuda colabora para que esta situação ocorra. A falta de parentes próximos, a autorização para servidores públicos de saúde requererem internações involuntárias de dependentes químicos. Essa medida pode ocasionar uma banalização das internações, já que o processo para isso se tornaria mais facilitado. Assim, essa atitude foi uma tentativa de reintegrá-los à sociedade.
Outro aspecto a ser abordado, são os tratamentos disponíveis e como os problemas estruturais e sociais afetam o indivíduo a não conseguir sair dessa situação. Hoje, existem algumas formas para buscar o tratamento. Porém, na maior parte dos casos, é necessário a própria vontade do paciente e a conscientização do mesmo. Segundo a Lei Federal 10.216 a internação só pode acontecer de forma voluntária, em consequência desse fato, alguns casos em que o dependente está imerso nos efeitos causados pelo vício que não reconhece a necessidade de buscar ajuda. Além do mais, ao saber que hoje muitos funcionários dos servidores de saúde públicos atuam diretamente no tratamento dos dependentes químicos, tal mudança na lei pode quebrar o vinculo de confiança existente entre os funcionários e o dependente.
Portanto, a maneira como a internação involuntária de dependentes químicos é feita no Brasil, deve ser melhorada. Em primeiro lugar, cabe ao governo a criação de um programa de reintegração social para que indivíduos reabilitados tenham após um tratamento os direitos básicos à vida como moradia e emprego, dessa forma, reintegrando-se à sociedade. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde buscar um tratamento de qualidade, com a finalidade de que o paciente se sinta bem ao estar em uma clínica e assim mudar de vida. A população deve ajudar pessoas próximas que sofrem desse problema através de campanhas e da própria conscientização podendo até salvar vidas.