A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 11/11/2019
A dependência química corresponde um dos maiores problemas enfrentados pela modernidade. Embora, as sociedades de várias épocas buscassem os narcóticos para alterarem o humor, vide a Roma antiga como exemplo, atualmente, tem se tornado problema social, já que em muitos casos, está associada ao aumento da criminalidade. Nesse sentido, convém analisar sobre a necessidade da internação voluntária dos dependentes químicos, como alternativa de tentar resolver os problemas com entorpecentes no Brasil. A Constituição Federal de 1988, garante a saúde como direito fundamental ao cidadão brasileiro.
É perceptível notar-se, como tal direito vem sendo considerado supérfluo pelo Estado, pois gasta-se muito pouco do orçamento federal, no intuito de dar a devida assistência aos oprimidos pelo vício. Isso se evidencia, nas dificuldades encontradas pelas famílias de internarem seus familiares, cuja dependência, os levam a necessitarem de cuidados especializados, e se deparam logo, com a falta de clínicas e profissionais da saúde capacitados a cuidarem desses pacientes.
Segundo Immanuel Kant, notório físico iluminista: “O homem nasce livre e por toda a parte encontra-se acorrentado". Esse aprisionamento, na realidade, é exposto não somente àqueles atrelados ao vício, como também à sociedade, que se coloca,infelizmente, à mercê de crimes praticados por dependentes químicos, no intuito de esses obterem dinheiro para sustentarem suas dependências químicas.
Portanto, a internação involuntária se faz necessária a pacientes cujo vício é forte, mas a vontade de cura também o é, e que entretanto, não conseguem se tratarem sozinhos. O Governo deve, pois, construir mais centros de reabilitações, além de contratar profissionais capacitados para lidarem com esses pacientes. Espera-se, por conseguinte, tentar resolver muitos problemas relacionados às drogas, tanto no individual, como coletivamente.