A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 12/11/2019
A série “A maldição da residência Hill” possui um personagem viciado em drogas que é forçado a fazer tratamento em uma clínica de reabilitação involuntariamente. Tal situação vai além da ficção para a realidade das situações no Brasil, pois, muitos dependentes químicos não são visto como doentes pelas pessoas na sociedade. Além disso, há indivíduos dependentes que não se adaptam ao tratamento de clínicas e ao processo de reabilitação.
O psiquiatra da UNICAMP, Luíz Fernando Tófoli diz que não há solução simples para o problema da dependência química. Além disso, a sociedade ainda não enxerga totalmente um dependente químico como uma pessoa doente, apenas como marginais e isso instala um preconceito ainda maior. Por isso, a dificuldade aumenta em achar uma solução para essa problemática que persiste e não é solucionada apenas com o tratamento em clínicas.
Segundo notícia do portal do “G1”, o presidente Jair Bolsonaro sancionou uma lei que autoriza internação involuntária de dependentes químicos ampliada para pessoas além da família acionarem o pedido. Esse fato pode ocasionar muitos problemas, pois muitos pacientes não se adaptam o processo feito por clínicas reabilitadoras, podendo ocasionar um risco sério á saúde e piorar a situação. Ademais, há casos diferentes que precisam de especificação e tratamentos diferentes, a aprovação da lei banaliza a internação.
Em sumo, a internação involuntária de dependentes químicos pode ocasionar problemas ainda maiores como por exemplo, a má reação do organismo dos pacientes com o tratamento de medicação dos centros de reabilitação e a banalização do problema. Por isso, a OMS deve promover campanhas que mostrem os perigos de acionar a internação de alguém próximo e mostrar que dependência é uma doença através de propagandas promovidas. Também é indispensável a retirada da lei aprovada pelo presidente que permite tal ação e substituí-la por outra formulada pelo Ministério da Saúde ocasiona o tratamento particular de cada caso e acompanhamento obrigatório de médicos antes do processo de reabilitação para que não aja problemas durante esse processo.