A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 05/02/2020
Durante a Primeira República do Brasil, o prefeito Pereira Passos promoveu uma política de higienização urbana e social. Dessa forma, a gestão atual brasileira segue esta medida de limpeza social. Apesar de tal circunstância, a internação involuntária é uma forma de reduzir o índice de consumo de drogas e melhorar o bem-estar da sociedade.
Em primeira análise, a alta taxa de substância química causa a dependência gerando um fator de elevado consumo drogas. Conforme a Secretária de Saúde de São Paulo, a região da Cracolândia é um atrativo do setor da criminalidade financiada pelo tráfico de drogas, sendo assim torna-se uma região invisível da ação política de urbanização. Desse modo, é preciso que haja uma reformulação das medidas públicas para modificar esse problema urbano.
Por outro lado, em uma perspectiva secundária, a invisibilidade dos dependentes químicos acarreta a internação involuntária, na busca de reverter esse cenário. De acordo com o médico Drauzio Varela, o uso da força no tratamento dos dependentes de narcótico torna ineficaz, devido a ausência de projetos de reinserção na sociedade. Em vista disso, a falta de sucesso do Governo leva cada vez mais a um ambiente de instabilidade e de ineficiência.
Portanto, frente a essa necessidade de mudar a internação dos dependentes químicos, é urgente, a ação do Ministério da Saúde, órgão máximo da saúde brasileira, em promover reformulação no tratamento dos usuários de produtos ilícitos, com uso de projetos socioeducacionais para inseri-los de forma harmônica na sociedade. Cabe ao Estado desenvolver o bem-estar da sociedade, por meio de parceira com os grupos de narcóticos anônimos e assim auxiliar no combate às drogas.