A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 14/02/2020

Desde o século passado, no Brasil, existe uma cultura de segregação das pessoas com alguma doença contagiosa, que foi impulsionada com a antiga lei de 1923 da profilaxia da “Lepra”. Com isso a internação involuntária ainda hoje, no País, é mal vista, fato que dificulta muito o tratamento de dependentes de substância químicas. É preciso fazer uma análise sobre os termos, para um melhor posicionamento sobre as internações compulsórias ou involuntárias.

Na primeira e na segunda conferência internacional de Lepra de 1897 em Berlim , um médico norueguês, propôs que o isolamento era a única forma de impedir o avanço numérico de casos da doença. O que fez com que muitos países aderissem ao método, trazendo um problema social, que posteriormente foi motivo de debates nas outras edições do congresso, questionando a eficácia do processo e o tratamento dos “leprosos”.

A internação em instituições de reabilitação, é vista de forma destorcida; o dos que acreditam ser o mesmo lugar onde eram segregados os doentes do século passado, e que concordam com o isolamento, e o de um lugar de violação dos direitos das pessoas que dependem de ajuda.

Analisar as palavras, internação e isolamento, é primordial para a compreensão do que é uma instituição, que tem previsto por leis como a: 10.2016 de 2012, os direitos dos atendidos, que irão manter sua integridade física e social intacta. A internação, tem como sinônimo de característica a recuperação, e o isolamento nesse contexto prevê a segregação.

Medidas como, a parceria do Centro de Referência em álcool, tabaco e outras drogas (CRATOD) , com a justiça e a promotoria em 2013, segundo o Gov.br, devem ser feitas em todo país com outras instituições para facilitar os processos de internação quando compulsórias, agilizando o possível reabilitação dos pacientes, e com campanhas publicitárias do Governo Federal, nas mídias e fazendo parcerias com redes sociais,  instruindo a população da real forma no qual as instituições trabalham.