A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 17/02/2020
Relativo a, internação involuntária de dependentes químicos no Brasil, é possível destacar tanto aspectos positivos quanto negativos. Se por um lado, ela permite uma maior expectativa de recuperação dos dependentes; por outro, ainda traz consigo um preconceito muito grande saturado desde a antiga lei de 1923 da Profilaxia da Lepra.
A internação de dependentes compulsória ou involuntariamente, é hoje uma das opções que as famílias têm de ajudar os entes amados. Segundo o jornal “em Discussão”, a comunidade terapêutica afirma que a taxa de recuperação varia de 40% a 80% para os vícios. Estimativa que indica o quão bom pode ser o resultado do tratamento.
Ainda sim, cabe lembrar que desde a década de 20 existe uma cultura de segregação de indivíduos em tratamento, por parte da sociedade, que se deu com a epidemia da Lepra. O doente era exilado do convívio comunitário, e não se tinha esperança para sua recuperação. A exclusão dessas pessoas se tem ainda hoje em casos como o de dependentes químicos, visto que, existe um histórico de infrações cometidas por parte desses dependentes para manterem o vício, fator este que inibe usuários e familiares a aderirem aos tratamentos.
Dessa forma, convém ao Estado, transparecer à população que, medidas como a internação involuntária e compulsória, sim são opções válidas na recuperação de dependentes,com toda integridade física e moral dos atendidos. Isso deve se dar, a partir de parcerias público privadas, com grandes empresas e instituições que trabalham com a recuperação de pessoas viciadas, diminuindo impostos em troca de uma comprovada maior adesão a essa comunidade. E salientar em vias midiáticas, e principalmente na tv aberta de forma mais agressiva as consequências do não tratamento de dependentes.