A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 10/03/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Contudo, a dependência química no Brasil, impossibilita que uma parcela da sociedade desfrute desse direito universal na prática. Isso se confirma na ausência de prevenção, por parte do Estado do problema o que resulta muitas vezes na internação involuntária. Ademais, a falta de orientação dos familiares para lidar com o impasse também contribui para que esses indivíduos algumas vezes não consiga se recuperar de forma efetiva. Portanto, é mister medidas para minimizar a problemática .

Convém ressaltar, a princípio que, segundo o filósofo Norberto Bobbio, a dignidade humana é uma qualidade intrínseca ao homem, capaz de lidar direito a consideração por parte do governo. Entretanto, fica claro que o poder público não cumpre seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, visto que não promove campanhas eficientes na prevenção as drogas. Nesse contexto, os cidadãos estão cada vez mais expostos a tornarem-se dependes químicos e com isso não conseguirem parar com o vício, por conseguinte, terem como consequência a internação obrigatória que muitas vezes é o único meio de ajudar esse a se reintegrar à sociedade. Todavia, esses medidas poderiam ser evitadas com investimento do Estado em prevenção, ações que diminuirão os casos de cidadãos de são internados de maneira obrigatória.

Ademais, outra dificuldade enfrentada pelos dependentes para se recuperarem se dá pela falta de apoio enfrentada por muitos no âmbito familiar, causada pela ausência de orientação sobre como é importante o apoio familiar para a melhora desse indivíduo. Esse desconhecimento produz na população concepções errôneas a respeito do vício que julgam muitas vezes a pessoa como marginalizada. Diante dessa falta de apoio alguns não conseguem abandonar a dependência e a família opta por internar esse de maneira obrigatória e não oferece o apoio para a recuperação desse o que torna esse processo mais demorado ou ineficiente, pois o dependente pode fazer o tratamento, mas por não se sentir acolhido pode voltar ao uso dessas substância.

Destarte, faz-se necessário a atuação do Ministério da Educação, em parceria com a mídia, na conscientização do uso de substância químicas. Isso deve ocorrer por meio da promoção de palestras, que ao serem ministradas em escolas e universidades, orientem os brasileiros no sentido de como o uso de drogas e prejudicial. Além disso, cabe às entidades governamentais a elaboração de medidas que oriente os familiares a oferecerem apoio ao dependente para a internação para que  esse aceite o tratamento. Assim sendo, contribuindo para a diminuição de internação obrigatória.