A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 11/03/2020

Desnutrição. Raciocínio lento. Aborto. Câncer. Essas são apenas algumas das possíveis consequências do uso de drogas. Atualmente, no Brasil, encontra-se um elevado número de dependentes químicos, a exemplo da ‘‘cracolândia’’ em São Paulo, local com grande concentração destes indivíduos. A internação involuntária possibilita que os internados saiam deste estado de vício e voltem à sociedade. Contudo, apesar de já haver uma lei que admite a internação involuntária no país, continua-se com um elevado número de dependentes químicos, esses, por suas vez, contribuem para o tráfico e suas consequências.

Em primeiro lugar, é importante salientar que, apesar da lei que possibilita a internação involuntária já existir, o número de usuários de drogas não diminuiu. Segundo dados do IBGE, de 2015 para 2019, teve um aumento de 5 por cento sobre o número de drogados no país. Esse dado revela que a internação involuntária não teve influência sobre a quantidade de dependentes. Tal fato se deve principalmente à falta da democracia sobre as informações a cerca dessa possibilidade de internação, pois, se as pessoas tivessem o acesso a essas informações, o número de indivíduos dependentes teria diminuído.

Assim, a elevada taxa de viciados em drogas contribuem para o tráfico de entorpecentes, de armas e suas consequências. Como mostra a série ‘‘Narcos’’, que retrata a história de Pablo Escobar e demonstra as influência da venda de drogas no tráfico e no crime organizado. Desse modo, fica claro a contribuição que o uso de drogas tem com esses atos criminosos, uma vez que o uso e a venda de drogas ilícitas já são considerados crimes.

Portanto, em virtude das considerações apresentadas, fica evidente a necessidade do Governo, em conjunto com a mídia, distribuir as informações sobre a internação involuntária para a população, com o intuito de permitir que os cidadãos adotem tais medidas para retirar seus parentes e conhecidos do vícios das drogas. Dessa forma, a abrangência das informações irá diminuir o número de dependente químicos no país e, assim, reduzir o capital que o tráfico recebe da venda de drogas.