A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 09/04/2020
Segundo o artigo 196 da Constituição Brasileira, é dever do Estado garantir saúde. Essa visão possibilita o tratamento de indivíduos com dependência química. Dessa forma, é perceptível que as reuniões de reintegração psicossociais e a internação de usuários de drogas é fundamental para o combate da doença.
A priori, na série mundialmente conhecida grey’s anatomy, um dos personagens, Richard Webber, tem uma grave dependência química, e busca ajuda por meio de reuniões terapêuticas. Da ficção à realidade, tais encontros têm como objetivo ser um local no qual o indivíduo possa compartilhar sua jornada e expor suas opiniões e sentimentos durante o processo para que, então, possa, de alguma forma, auxiliar outras pessoas que estão na mesma situação.
Com o fito de reforçar a importância de debate da problemática, a professora Mônica Dantas, da Universidade do Estado Rio de Janeiro (UNIRIO), afirma que as famílias dos dependentes químicas, veem a internação involuntária como única solução, devido diversas tentativas falhas de recuperação do doente. Tendo isso em vista, as clínicas de reabilitação são fundamentais para o processo de cura, uma vez que tem profissionais treinados e capacitados para ajudar na superação da doença. Dessarte, medidas que visam mitigar a interação involuntária de dependentes químicos são necessárias. Para tal, o Ministério da Saúde deve organizar reuniões públicas com o cunho terapêutico por meio de financiamento de médicos especializados no assunto. Essa proposta sugere ajudar reintegrar os indivíduos com problemas psicossociais para que, então, o Estado cumpra com a Constituição.