A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 16/04/2020
Entre maio e outubro de 2015, pesquisadores entrevistaram cerca de 17 mil pessoas com idades entre 12 e 65 anos, em todo o Brasil, com o objetivo de estimar e avaliar os parâmetros epidemiológicos do uso de drogas. O 3° Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira foi coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e contou com a parceria de várias outras instituições, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Universidade de Princeton, nos EUA. É o mais completo levantamento sobre drogas já realizados em território nacional.
Entretanto, é perceptível que a maioria dos dependentes químicos sofrem de algum transtorno mental, sendo que muitas vezes das vezes essas pessoas precisam de algum apoio e tratamento sendo a internação a medida preventiva mais eficaz em dados momentos.
Além disso, a internação é uma medida de segurança tanto para a família quanto para o dependente, muitos dependentes acabam desenvolvendo muitas doenças tais como esquizofrenia, paranoia e muitos colapsos nervosos por causa do alto consumo de drogas.
Porém, vale salientar que na medida que as pessoas são internadas a família precisa de apoio e amparo, pois perder momentaneamente um membro da família acaba que provocando uma instabilidade emocional na família.
Conforme os argumentos supracitados, faz-se necessário que o Governo Federal junto ao Ministério da Saúde, possam investir em politicas públicas para a ressocialização desses dependentes químicos, investir em assistentes sociais para dar apoio a família e falar como se trata do processo da internação da pessoa, e politicas públicas que visem a ressocialização e integração dessas pessoas na sociedade, tal como acompanhamento psicológico , e psiquiátrico, terapias intensivas comportamental, feito isso poderá ter pessoas reabilitadas e famílias tratadas, e a reintegração do individuo na sociedade será mais justa.