A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 27/05/2020

O filme “Bicho de sete cabeças” retrata a história de Neto, um jovem viciado em drogas ilícitas que levou à ruína mental. Isso porque seus pais o internaram em um manicômio, onde sofreu torturas físicas e psicológicas. Nesse sentido, no século XXI, no Brasil, a internação involuntária de dependentes químicos é constante, visto que, consequentemente, estimula a doenças psicopatológicas, assim como, a restrição para a sociedade.

Preliminarmente, infere-se que psicose é um efeito dessa problemática. Desse forma, em junho de 2019, foi criado a lei de nº  13.840, que autoriza a internação contra a vontade do dependente químico, entretanto, comprovações cientificas asseguram que os tratamentos contra a vontade do paciente não são eficazes e que constituem evidente violação a direitos humanos e, por consequência, problemas psicológicos. Logo, nota-se que essa forma de recuperação forçada prejudica o indivíduo.

Outrossim, é inegável que a comunidade exclui os usuários químicos. Destarte, o sociólogo Zygmunt Bauman, afirmar que a sociedade moderna está em liquidez, ou seja, cada vez menos empática, nessa todos os indivíduos vive em bolhas com visão limitada de aspectos sociais. Evidentemente, destaca-se, portanto, que esta deve ser estourada para que haja a inclusão social dos dependentes químicos.

Em vista dos fatos elencados, é necessário a resolução desse impasse. Dessarte, cabe ao Ministério da Saúde destinar recursos para a construção de clínicas de reabilitação, por meio de capacitação de profissionais da saúde e centros comunitários com atividade e cursos profissionalizantes que visem a reinserção destes indivíduos na sociedade. Ademais, o Ministério da Educação deve criar projetos, como palestras e Workshops, por intermédio de contratações de psicólogos e psiquiatras, com o intuito de anular o individualismo social. Por conseguinte, que não suceda na realidade o ocorrido no filme “Bicho de sete cabeças”.