A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 26/05/2020

O filme brasileiro “Bicho de sete cabeças” retrata a história de um jovem que pego com certa quantidade de drogas foi internado pelos pais em um manicômio enfrentando, desse modo, condições terríveis de tratamento e, posteriormente, doenças psicológicas. Nesse sentido, no século XXI, no Brasil, a internação involuntária de dependentes químicos é presente, visto que, consequentemente, suscita em exclusão social, assim como, comorbidades patogênicas.

Preliminarmente, é pertinente elencar que a restrição social é um efeito dessa problemática. Dessa forma, consoante o jornal O Globo, aproximadamente 15% dos ex-dependentes químicos têm dificuldades de se reintegrarem na sociedade. Nessa perspectiva, conforme o poeta e professor brasileiro Ariano Suassuna, “é muito difícil vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e dos despossuídos”. Analogamente, destaca-se, portanto, que os indivíduos exclusos do corpo social residam em um país desprovidos de direitos, tendo em vista, suas prerrogativas previstas no artigo 5° da Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.

Outrossim, é fundamental analisar que a internação forçada acarreta em problemas psíquicos. Dessarte, segundo o portal de notícias G1, 40 a 60% dos dependentes químicos apresentam algum tipo de transtorno mental. Logo, com efeito, o cenário atual correlaciona-se com o filme “Bicho de sete cabeça”, uma vez que, visivelmente, o uso de recursos impostos estimulam episódios de comorbidades.

Em vista dos fatos elencados, é necessária a anulação de práticas excludentes que incitam a desigualdade, assim como, a avaliações de condutas desprezivelmente repressivas. Destarte, cabe ao Ministério da Cidadania criar programas sociais, como projetos em empresas que ofereçam empregos a ex-dependentes, por meio de investimentos e capacitações, com a finalidade de garantir seus direitos previstos na Magna Carta. Ademais, o Ministério da Saúde deve implementar em hospitais e centros terapêuticos medidas de tratamentos que respeitem os direitos humanos, como terapias e psicanálise, por intermédio de psiquiatras e psicólogos, com o objetivo de extinguir intervenções opressivas. Por conseguinte, ocorrerá a atenuação do país dos despossuídos.