A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 28/05/2020

O filme “Bicho de sete Cabeças” retrata a história de Neto, um jovem viciado em drogas ilícitas que levou à ruína mental, isso porque seus pais o internaram em um manicômio, onde sofreu torturas físicas e psicológicas. Nesse sentido, no século XXI, no Brasil, a internação involuntária de dependentes químicos é constante, visto que, consequentemente, estimula doenças psicopatológicas, assim como, a restrição para a sociedade.

Preliminarmente, infere-se que psicose é um efeito dessa problemática. Desse forma,em junho de 2019, foi criado a lei de número 13.840, que autoriza a internação contra a vontade do depende químico, entretanto, comprovações cientificas asseguram que os tratamentos contra a vontade do paciente não são eficazes e que constituem evidente violação a direitos humanos e, por consequência, problemas psicológicos. Logo, nota-se que essa forma de recuperação forçada prejudica o indivíduo.

Outrossim, é inegável que a comunidade exclui os dependentes químicos. Destarte, o sociólogo Zygmunt Bauman, afirma que a sociedade moderna está em liquidez, ou seja, cada vez menos empática, nessa todos os indivíduos vive em bolhas com visão limitada de aspectos sociais. Evidentemente, destaca-se, portanto, que esta deve ser estourada para que haja a inclusão social dos dependentes químicos.

Em vista dos fatos elencados, é necessário desativar a performance como esses cidadães são tratados. Dessarte, cabe ao Ministério da Saúde destinar recursos para a construção de clínicas de reabilitação, como investimentos em secretarias de saúde dos municípios, por meio de parcerias com ONGs e associações sem fins lucrativos, na finalidade de anular as doenças psicológicas. Ademais, o Ministério da Educação deve criar projetos, como palestras e Workshops, por intermédio de contratações de psiquiatras, com o intuito de anular o individualismo social. Por conseguinte, que não suceda na realidade o ocorrida no filme “Bicho de sete cabeças”.