A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 14/06/2020
Uma vida saudável requer, dentre diversas outros fatores, a não existência de vícios. Nesse sentido, os dependentes químicos sofrem com diversos problemas relacionados à saúde e à vivência em sociedade, o que leva ao polêmico caso da internação involuntária desse indivíduo. Assim, vale destacar os impactos sociais e econômicos suscitados pela existência de dependentes químicos na sociedade e a possível contribuição dessas pessoas para o país, tendo em vista que o vício foi superado.
A priori, existe uma grande relação entre a criminalidade e o consumo de drogas, a qual é um dos principais problemas do Brasil. Exemplo disso são os homicídios e assaltos em periferias motivados, principalmente, pelo comércio ilegal de narcóticos, de acordo com dados das secretarias de segurança pública dos Estados brasileiros. Nessa lógica, além do dependente químico não contribuir com sua força de trabalho para a economia, ele promove gastos ao Estado, como custos acentuados no sistema de segurança pública, por exemplo.
Ademais, tendo em vista os impactos ocasionados pela presença de toxicômanos, denota-se a necessidade de tratá-los para reverter a situação. Nessa perspectiva, a internação involuntária, apesar de ser polêmica por interferir nos direitos individuais, é uma alternativa para tornar os indivíduos contribuintes para a sociedade novamente, pois a internação tem como finalidade extinguir a dependência química e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida do indivíduo para exercer sua cidadania, cooperando socialmente.
Depreende-se, portanto, que a internação involuntária deve ser uma alternativa bem estruturada para combater a dependência química. Para isso, o Ministério da Saúde, em parceria com a comunidade médica e o Poder Judiciário, deve promover uma legislação exclusiva para avaliar métodos e pré-requisitos para determinar a necessidade de internação involuntária, objetivando, sempre, a inserção do indivíduo saudável na sociedade e sua consequente cooperação para o desenvolvimento do país.