A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 18/08/2020
Na quarta temporada da série americana “Os 13 porquês” mostra a volta do personagem Justin de uma clínica de reabilitação para dependentes químicos. Entretanto, a realidade brasileira se distancia da ficcional, pois é comum a existência de diversos desafios para efetivar a internação voluntária. Dessa forma, é válido analisar a carência de informação e o avanço da doença, visto que são os principais fatores que contribuem para a hospitalização involuntária.
. De início, vale ressaltar o artigo publicado em 2019 no site jornalístico “O Tempo”, o qual mostra que cerca de 17% da população brasileira não aprova a internação involuntária. Deve-se destacar que a grande parte dessas pessoas não concordam com esse método por conta da carência de informações sobre essa temática, visto que esse é um assunto muito pouco abordado no cotidiano nacional. Nessa perspectiva, diversos cidadãos não aceitam a hospitalização graças a pensamentos errôneos, alguns acreditam que essas clínicas são prisões, outros que não funcionam e alguns que é impossível melhorar dessa condição. Dessa forma, é fundamental que o Brasil possua um maior conhecimento desse conteúdo, prevenindo assim vários conflitos que são decorrentes do procedimento forçado.
Ademais, outro fator que contribui para a hospitalização involuntária é o avanço da doença, pois quando o paciente se encontra em um estágio tão desenvolvido ele não tem condições de decidir sobre a entrada na clínica. Sendo assim, a responsabilidade fica com a família, ela assina os termos para a iniciação dos procedimentos e o enfermo não pode mais optar pela saída daquele local. Sob essa ótica, no ano de 2019 foi sancionada pelo Poder Executivo uma lei que amplia os casos dessa internação, dado que muitos doentes não aceitam o mecanismo de obrigatoriedade. Logo, é necessária uma maior assistência médica para os afetados por essa problemática, de modo que eles não chegam em um nível no qual não concordem com as medidas impostas pelos profissionais da saúde.
Portanto, medidas são necessárias para a erradicação dessas problemáticas. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Saúde, responsável por dispor de condições para proteção e recuperação do bem-estar da população, diminuir os casos de internação involuntária. Tal ação deve ser concluída por meio da maior informação sobre a temática de abuso de substâncias para a população, criando palestras e distribuindo panfletos sobre essa questão. Além disso, é fundamental um maior acompanhamento médico para pacientes que possuem indícios do uso de drogas, a fim de que a hospitalização forçada seja a última alternativa. Com a prática dessas medidas, o Brasil estará se aproximando da realidade ilustrada em “Os 13 porquês”, no qual os afetados por esse mal reconheçam e sejam tratados pacificamente e com vontade própria.