A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 18/08/2020
O estilo musical “Trap” tem tomado uma vertente com presença de uma apologia ao consumo de drogas ilícitas, e com essa glorificação acaba-se banalizando o seu uso. Com isso, a normalização das drogas alavanca os casos de dependentes químicos, ocasionando o uso intervenção involuntária como solução. Entretanto, essa intervenção pode ser usada como justificativa para a higienização das cidades, além de ser necessário um conhecimento total sobre tal problemática para sua resolução.
Vale ressaltar, primeiramente, que a internação involuntária de dependentes químicos é um caminho para o Estado intervir militarmente nas periferias. Isso porque, segundo a escritora Djamila Ribeiro, a guerra às drogas é um política racista e exterminadora da população negra periférica, especialmente a juventude, ou seja, a justificativa da internação é utilizada para camuflar os ataques nas favelas. Nesse viés, o internamento não consentido dos usuários de drogas pode ser analisado como uma higienização social das cidades, já que ele ocorre sem uma decisão jurídica. Tal realidade é vista na ação policial dentro das comunidades, a qual tem como vítimas da força militar, em sua maioria, homens negros e pobres.
Paralelo a isso, urge a necessidade de uma aprendizagem ampla e consciente sobre a temática discutida, afim de desenvolver uma solução efetiva. Sob a óptica de pensamento do filósofo Platão, a qual diz que só ocorre o concebimento de um projeto por meio do conhecimento, isto é, torna-se essencial conhecer o mundo, descobrir e descrever novos modos para formatar uma modificação concreta. Sendo assim, a internação involuntária de dependentes químicos só será efetiva se a população, como um todo, destruir estigmas preconceituosos e lidar de uma maneira racional com a problemática, deixando de lado o senso comum e valorizando a ciência. Assim, o internamento não consentido de usuários de drogas teria uma maior eficiência social e na saúde pública brasileira.
Portanto, a internação involuntária é usada de modo higienizador social, além de só ser efetiva se ocorrer a partir de um conhecimento pleno. Logo, cabe aos Estados Governamentais, responsável pela ordem social, realizar uma internação composta por pessoas qualificadas e profissionais da área. Tal ação concretaria-se por intermédio de uma boa instrução e formação dos agentes interventores, como a inserção de palestra explicativas e didáticas sobre a situação. Dessa forma, a intervenção nas periferias seria pacífica e efetiva. Além disso, cabe às instituições de ensino, como formadora de intelecto, promover debates acerca de males que o uso de drogas podem trazer para o pessoal e coletivo, por meio da convocação de profissionais da saúde e da educação para palestras e eventos de ensino. Desse modo, a população terá um embasamento sobre a questão desde a juventude.