A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 21/08/2020
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, no hodierno brasileiro, a questão da internação involuntária de dependentes químicos contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que nem sempre a vontade do paciente é respeitada. Sendo assim, é necessária a análise dessa problemática ora influenciada pela insuficiência legislativa, ora pela lenta mudança na mentalidade social da população.
Primeiramente, cabe ressaltar o ponto de vista de Maquiavel que “mesmo leis bem elaboradas são impotentes diante de costumes”. Nesse sentido, o filósofo destaca um pensamento enraizado na sociedade brasileira: achar que as soluções dos problemas, como na internação de dependentes químicos, estão nas leis. Entretanto, casos como esse configuram uma insuficiência legislativa, já que a aplicação dessa seria inútil sem políticas públicas de qualidade para resolução desse problema. Fatos como esse demonstam a necessidade da atuação do estado não só nas leis, mas também na estrutura cultural com projetos de debates e humanização nas intervençoes de pacientes dependentes químicos.
Outro fator relevante, que dificulta a resolução do problema é a lenta mudança na mentalidade social explicado por Duhrkein, pelo fato social de naturaza geral e coercitiva. Nesse aspecto, a teoria do sociólogo consegue explicar a dificuldade das pessoasenxergarem o dependente químico sem o preconceito, uma vez que atitude de repúdiu da sociedade é generalizada como o fato social, . Faz-se necessário, portanto, a dissolução dessa conjuntura que não só é uma grande barreira social, mas também ocasiona a dificuldades nas abordagens e tratamentos de formas efetivas, além de desrespeitar o direito à liberdade.
Portanto, visto os fatos supracitados são necessárias medidas interventoras para o problema da internação involuntária de dependentes químicos. Sendo assim, cabe ao Governo Federal e o Ministério da Saúde em parceria com as organizações não governamentais (ONG’s) realizem tanto abordagens quanto intervenções mais humanizadas em clínicas especializadas, por meio da criação de um projeto nacional em clínicas públicas em que tratamento de dependentes seja de forma voluntária, com a contratação de médicos e especialista instruídos para lidar com o problema, a fim de tornar o tratamento mais acessível e democrático, além de respeitar os direitos idividuais tratando esses pacientes com igualdade como defendendido por São Tomás de Aquino