A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 17/08/2020
Embora a internação involuntária de dependentes químicos tenha sido permitida, graças à alteração na Lei Antidrogas, o tema é alvo de discussões. Sendo assim, tornam-se importantes, as motivações para a promulgação desse novo trecho. Desse modo, é necessário não só analisar os efeitos do vício em entorpecentes, nas internações atuais, mas também como o dano das drogas, para a sociedade, criaram esse dilema.
É relevante abordar, primeiramente, que o uso, indevido, de fármacos viciantes causou o movimento a favor da hospitalização contra a vontade dos usuários. Tendo em vista que, a falta de escolha própria provém da adicção dos compostos químicos, esta por sua vez, é provocada pela solidão, que segundo a OMS, 6% dos habitantes brasileiros possuem depressão. Ou seja, uma grande parcela da população tenderá ao vício, pelas drogas, e consequentemente terão sua saúde mental afetada. Portanto, torna-se visível que os indivíduos drogados terão de participar de internações, para evitar o detrimento da sua saúde, a qual foi prejudicada.
Ademais, percebe-se que os danos causados a comunidade, pelos dopados, são a raiz principal para a ação interventiva nas vidas deles. Afinal, segundo o site JusBrasil, uma grande quantidade de crimes, 70%, são cometidos durante os efeitos dos alucinógenos. Isto é, os delinquentes fazem uso dessas substâncias para evitarem, psicologicamente, as consequências do ato criminoso, assim sendo, os compostos tornam-se chave para o pensamento do infrator, este, por meio deles, provoca malefícios a sociedade. Dessa forma, é perceptível os frutos da não hospitalização, além da necessidade de acolher os usuários.
Nota-se, portanto, a necessidade de enfrentar as influências do vício, além da violência por parte dos dependentes, nas internações não voluntárias. Logo, o Ministério da Saúde, aliado ao poder público, deve estimular a amparação obrigada, por meio da construção de centros de reabilitação e da disseminação de propagandas, a fim de promover o bem-estar da sociedade e combater os prejuízos causados pelo vício.