A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 17/08/2020

Na série “A Maldição da Residência Hill”, o irmão mais novo, Luke, por não conseguir enfrentar ps traumas da infância, se torna um dependente químico o que prejudica a sua capacidade de discernir a realidade e o seu autocontrole. Esse personagem enfrenta várias internações involuntárias, mas apenas quando a realiza voluntariamente é que supera o seu vício. Fora da ficção, nota-se que a maioria dos viciados não entendem a extensão do seu problema e, nesse caso, a internação involuntária pode ser eficaz. No entanto, não se pode generalizar indivíduos por serem dependentes químicos e a forma de tratamento eficaz para ele.

Cabe analisar, inicialmente, que a internação involuntária pode ser imprescindível para tratar dependentes químicos. Isso porque muitos desses indivíduos, por causa dos efeitos das drogas, passam a ter dificuldade em determinar o que é realidade ou não e, ainda, alguns não conseguem reconhecer a extensão dos seus problemas. Desse modo, cabe aos responsáveis acionar a internação, como é previsto na Lei 10216/2014, a fim de apresentar ao indivíduo as melhores saídas para se reintegrar à sociedade. Entretanto, a falta de informação sobre esse processo pode gerar equívocos acerca sua função, já que, segundo o psicanalista Eduardo M. Ribeiro, “o usuário estereotipado expõe tudo o que a sociedade quer evitar: descontrole, desamparo, vulnerabilidade”. Logo, informar sobre essas questões é a melhor forma de combater preconceitos e auxiliar o tratamento dessas pessoas.

Além disso, generalizar a internação involuntária como método sempre eficaz no tratamento de dependentes químicos é uma incorreção. Tal fato ocorre, pois, conforme a psicanalista Maria Rita Kehl, “cada toxicômanos é um, e cada um se vicia por razões e por caminhos singulares”, ou seja, é improvável classificar as motivações de um indivíduo e, por conseguinte, é difícil determinar que apenas um meio de tratamento será eficaz. Dessa forma, é preciso que os profissionais de saúde sejam capazes de fazer uma avaliação individualizada dos, aproximadamente, de acordo com o G1, 6% da população brasileira e, assim, poder aconselhar tanto os responsáveis quanto a população em geral.

Diante disso, é necessário que o Ministério da Saúde - em conjunto com o Ministério da Educação -invista mais no tratamento de dependentes químicos, visto que esse quandro pode ser considerado um caso de transtorno mental. Isso por meio da especialização de mais psicólogos no quesito de fazer uma avaliação individualizada e, ainda, conseguir aconselhar os responsáveis sobre como ajudar esses dependentes. Dessarte, poderão achar outros métodos além da internação involuntária e, também, esse método pode ser mais eficaz. Logo, os indivíduos serão tratados respeitando as suas diferenças e terão um resultado positivo como ocorreu com o Luke do seriado precitado.