A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 17/08/2020
Conforme a música “Teatro dos Vampiros”,da banda Legião Urbana, “o que é demais nunca é o bastante, a primeira vez é sempre a última chance”. A partir desse contexto artístico,nota-se,na atual realidade brasileira,o pensamento de um dependente químico, no qual,por se tratar de uma doença mental, pode ser internado involuntariamente. Isso ocorre devido à “desumanização” do viciado, no entanto, é preciso um tratamento humanizado e específico para cada caso da enfermidade.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar o pensamento do filósofo John Stuart Mill, o qual defende o ser humano como um ser soberano sobre seu corpo e mente. Não obstante isso, percebe-se que a desumanização do dependente químico pode levar à internação involuntária, tendo em vista o descontrole de ingestão de drogas bem como da consciência. Esse vício desordenado acarreta o aumento da violência contra as pessoas que possuem contato com o viciado, visto, por se tratar de uma doença mental, o excesso de efeitos narcóticos das drogas. Dessa forma, como o consentimento familiar, o indivíduo doente necessita de tratamento forçado, dado a incapacidade de escolha.
Em segundo lugar, é válido salientar que, para uma efetiva internação involuntária, faz-se preciso um tratamento humanizado bem como específico para cada caso dos dependentes químicos. Entretanto, evidencia-se uma objetificação, por grande parte dos trabalhadores de saúde, acerca da terapia de viciados, posto que tratam estes como meros números.Nesse sentido, muitos médicos desprezam a humanidade do dependente em virtude da sua condição financeira. Assim, é necessário um método terapêutico que leve em conta os direitos humanos do subordinado químico.
A internação involuntária de dependentes químicos,portanto, deve ser incentivada tanto quando houver casos em que o viciado possa ocasionar algum dano aos outros,quanto pela melhora na qualidade da terapia mental. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde fiscalize os profissionais de saúde que desrespeitarem o subordinado químico como paciente, por meio da instalação de câmeras nos centros de recuperação, com a finalidade de um eficiente método terapêutico para os doentes. Desse modo, o que a Legião Urbana simboliza em sua música, reduzirá entre as pessoas drasticamente.