A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 16/08/2020
De acordo com o filósofo Sigmund Freud, é impossível, para o ser humano, encarar a realidade sem algum mecanismo de fuga. E é com um pensamento semelhante a esse que muitas pessoas, com o objetivo de fugir dos problemas e obter prazer, acabam fazendo uso indiscriminado de drogas. Nesse contexto, no que se refere à internação involuntária de dependentes químicos no Brasil, essa pode ser uma alternativa no combate aos impactos negativos da droga na sociedade. Isso porque além de melhorar a qualidade de vida do usuário, pode reduzir os gastos do governo com saúde pública e previdência.
A princípio, segundo a Fundação Oswaldo Cruz, aproximadamente 1,4 milhões de pessoas, no Brasil, devem ter feito uso de crack ou similares pelo menos uma vez na vida. Esse é um dado preocupante, porque ilustra que parcela significativa da população tem contato com drogas potentes, as quais geram problemas de saúde para seus usuários, podendo levá-los ao vício e à morte. Por isso, a internação involuntária de dependentes químicos é algo benéfico, pois impede que viciados, indivíduos sem autocontrole em relação ao consumo dessas substâncias, venham a danificar a sua saúde mais seriamente ou até perder a vida por esse motivo.
Além disso, conforme o Instituto Nacional do Seguro Social, cresce o número de dependentes químicos que recebe auxílio doença ou aposentadoria por invalidez. Diante disso, é importante perceber que a internação involuntária de um indivíduo com transtorno de dependência pode representar uma economia para o estado. Isso porque os gastos com saúde pública dedicados ao tratamento de doenças decorrentes do abuso de drogas, bem como as quantias destinadas à previdência de pessoas que se tornaram inaptas, por esse mesmo motivo, poderiam ser reduzidos.
Logo, é preciso incentivar a internação involuntária, quando necessária. Para isso, o Ministério da Saúde deve desempenhar um trabalho de conscientização, por meio não só da veiculação de propagandas, nos meios de comunicação, mas também da realização de palestras abertas ao público. Todas elas deverão abordar sobre o combate às drogas, os benefícios da internação involuntária, sobretudo para o usuário, e os casos em que ela é necessária. Tudo isso com o objetivo de melhorar a saúde pública no país e diminuir o número de pessoas que sofrem de dependência química.