A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 17/08/2020
A Organização Mundial de Saúde(OMS) define a dependência química como uma doença crônica progressiva,ou seja,que se agrava com o passar do tempo.Dessa forma,demonstra-se a necessidade em países como o Brasil,que apresenta alto número de dependentes,o combate através da internação involuntária.De maneira que a mesma é cercada de desafios,tanto pelo não reconhecimento da família pelo doente ou devido a falta de suporte do Estado.
Em primeiro plano,as famílias dos dependentes químicos negam o vício doentio do parente,o que impossibilita a internação involuntária no Brasil,que é quando um familiar se responsabiliza e autoriza a condução do viciado à clínicas de reabilitação após laudo médico.Nesse contexto,esse impasse doméstico é retratado na novela O Clone,na qual a personagem feminina Mel sofre com o uso de drogas ilícitas e seus pais não admitiam e sentiam vergonha da condição da filha,o que agravou o consumo de narcóticos e prejudicou um tratamento mais precoce.Nesse espectro,evidencia-se a importância da família em enxergar a dependência como uma enfermidade,deixando de lado o orgulho e preconceito com a situação estabelecida,para que possam ajudar os toxicodependentes,visto que na maioria das vezes eles não conseguem pedir ajuda diretamente.
Em segundo plano,a carência de suporte por parte do Estado impossibilita a recuperação dos viciados.Um exemplo dessa inoperância governamental é a Cracolândia em São Paulo,onde milhares de dependentes químicos compram e utilizam entorpecentes na rua em pleno espaço público,enquanto o governo não tem campanhas com projetos mais efetivos.Nesse sentido,as internações compulsórias e involuntárias surgem como possíveis agentes mediadores desse problema,mas em contraponto o baixo número de clínicas e hospitais públicos especializados na reabilitação dos doentes e a não existência de programas de reinserção de ex dependentes na sociedade,deteriora a esperança da população para a melhora sanitária e social dos usuários de drogas.
Portanto,a fim de amenizar esses desafios cabe as famílias buscarem auxílio com psicólogos para enxergarem a real condição de seus parentes e posteriormente ajudá-los na melhor maneira possível com a internação involuntária.Por outro lado,é dever do Estado oferecer circunstâncias dignas,aos familiares dos usuários,para o enfrentamento da dependência química,com a construção de clínicas de tratamento mais modernas e colocar a disposição profissionais especializados,como terapeutas e psiquiatras através de parceria com o SUS(Sistema Único de Saúde).Dessa forma,garante o direito à saúde a todos os brasileiros,conforme assegura a Constituição de 1988.