A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 20/08/2020
De acordo com a Constituição Federal de 1988 (C.F), todos os cidadãos têm direito a uma saúde de qualidade. Para por isso em prática, a internação involuntária de dependentes químicos, no Brasil, tem sido uma das soluções promovidas pelo Governo Federal. Todavia, mesmo após a criação dessa proposta, a negligência governamental em outras áreas, junto com a grande desigualdade social, vem sendo um dos fatores que têm gerado o aumento no número de usuários internados. Dessarte,é notório o quão essas teses, as quais pode influenciar na internação involuntária, precisam ser discutidas.
Mormente, é indubitável que o presidente atual do Brasil , Jair Bolsonaro, sancionou uma lei na qual dá a liberdade de algum familiar ou representante legal internar pessoas próximas que for dependente químico, mesmo contra a sua própria vontade. No entanto, é claro que isso não irá por fim ao número de pessoas internadas. Em outras palavras, uma das causas que vêm aumentando esse problema, nos últimos anos, está relacionado diretamente com a negligência do poder executivo. Sob esse viés, pode-se mencionar, por exemplo, a precária educação que o Estado possui, além disso, está previsto haver um corte na educação que gira em torno de quatro bilhões de reais, segundo o Ministério da Educação, em 2021. Esse tipo de abandono é algo que possibilita muitos adolescentes a estarem fora das escolas, além do mais, nas ruas sendo persuadida por má companhia a usar drogas ou até mesmo, roubar.
Em segundo lugar, é indiscutível que trocar a saúde por qualquer coisa que seja, é um erro, como afirma o filósofo Schopenhauer. Entretanto, a grande desigualdade social, presente no Brasil, tem feito com que uma pequena parte da população entrasse para o “mundo das drogas”, problema esse que é responsável por 0,8% das doenças existentes, segundo a Organização Mundial da Saúde. Diante disso, a desigualdade é um dos fatores que pode influenciar no acréscimo do índice de usuários, ou melhor, pessoas que estão passando por certos problemas, como a falta de emprego, às vezes entram para a vida do crime e passam a usar drogas devido à convivência com outros dependentes químicos. Destarte, a família do indivíduo sofre também certos problemas dentro de casa, como, por exemplo, a venda de eletrodoméstico feito pelos usuários, sendo, então, obrigado a internar de forma involuntária.
Fica evidente, portanto, são basilares algumas medidas cujo fito é reduzir a internação involuntária de dependentes químicos. Ou seja, é preciso que o Governo Federal, junto com os governadores estaduais, afaste tanto as crianças, quantos os adultos das drogas, por meio da criação de novas quadras de esportes, disponibilização de novos cursos e ofertas de empregos. Em adição, os prefeitos municipais, convocando ex-usuários químicos para realizar palestras nas instituições escolares sobre a superação de vida. Enfim, com essas propostas,o Brasil será uma grande referência aos outros países.