A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 21/08/2020

Adicção. Doença na qual o acometido direciona a maioria de suas ações à droga. Com isso, pessoas que se encontram nesse estado não têm mais controle de suas ações e não apresentam ciência que é prejudicial a diversos âmbitos de sua vida. Sendo assim, a internação involuntária destes é importante visto os efeitos maléficos à saúde, família e seguridade social.

Em primeira análise, está escrito na Constituição Federal, artigo quinto, que é direito do cidadão ter acesso a saúde de boa qualidade e garantia à vida. Assim, adictos passam a ser responsabilidade do Estado e da saúde pública, pois é uma patologia que deve ser tratada e parar de ser negligenciada. Traz efeitos colaterais demasiado ruins tanto para a sociedade -por estas pessoas presentarem agressividade e em alguns casos pôr em risco a seguridade dos demais- quanto à própria saúde do indivíduo -podendo apresentar danos físicos e psicológicos-.

Em segunda análise, é válido ressaltar a preocupação e cuidados dos familiares de um adicto. A família, primeira instituição social, é a que mais sofre com a luta contra as drogas em termos psicológicos. Junto à ineficácia das ações familiares com o intuito de “salvar” o parente acometido há a internação involuntária que se faz-se de extrema importância visto que o envolvido com drogas já se encontra em um estado que o autocontrole foi exaurido, não tendo discernimento para efetuar boas escolhas ,assim, o grupo familiar encarrega-se da responsabilidade.

Portanto, a internação involuntária precisa ganhar força no combate às drogas. Para isso, o Ministério da Saúde deve ampliar o acolhimento de dependentes químicos e dar suporte a um tratamento eficaz, criando novos centros de reabilitação pública em que ocorra a recepção voluntária e involuntária dos envoltos, tudo com base no aumento do orçamento advindo dos impostos e aplicados à saúde. Consoante a isso, esse feito será divulgado nas instituições de ensino e nos diversos meios de comunicação através de propagandas protagonizadas por ex adictos ,médicos, psiquiatras e psicólogos alertando dos riscos da dependência química de forma clara e simples e também apresentando uma saída para quem já está nesse caminho -o centro de reabilitação público-. Com isso, a sociedade passa a ficar  conscientizada e consequente mais segura pois as pessoas que um dia apresentaram risco a seguridade pública ,por não terem noção de seus atos -decorrente da droga-, estarão sendo bem tratadas e tendo seu direito garantido à vida e a saúde.