A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 21/08/2020
Com a chegada da Guerra Fria, os primeiros computadores foram desenvolvidos. Quanto mais o tempo passou, estes acabaram sendo aperfeiçoados, de modo que se tornou quase que instantâneo a comunicação de uma pessoa com a outra. Entretanto, tal realidade trouxe consigo malefícios, um forte poder manipulador que hoje controla o que as pessoas fazem. Assim que as redes sociais foram criadas, houve uma banalização sobre o assunto de uso de drogas, de forma que o consumo das mesmas aumentasse exponencialmente. Porém, o grande problema aparece quando o indivíduo não consegue mais parar, necessitando então de uma assistência especializada que atualmente sofre com a falta de recursos, como também, o abandono por parte dos membros de sua família.
Embora existam programas que forneçam o apoio necessário para os dependentes químicos, como por exemplo a Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas, localizada em São Paulo, a situação presente não se encontra favorável, visto que essas instituições não recebem ajuda financeira por parte do Estado e só se mantém abertas graças a doações oferecidas pela população. Logo, a deficiência estrutural nesses locais é logo notada, pois na maioria das vezes, o dinheiro arrecadado não é o suficiente para custear o aluguel, salário dos funcionários e estrutura do local. Segundo o médico Dráuzio Varella, esses pontos de apoio são fundamentais para que a pessoa que sofre com esse tipo de problema consiga voltar à realidade, visto que a mesma não possui mais noção de seus atos, e com isso, se torna extremamente dependente de ajuda.
À proporção que o cidadão viciado não consegue voltar para casa, muitas familias acabam optando por desistir dele em vez de tentar interná-lo. Conforme dados apresentados pelo website de notícias G1, isso se deve pelo fato de ainda haver uma descrença muito grande sobre a funcionalidade dos centros de reabilitação, uma vez que não há apoio governamental, de maneira que surja grandes grupos de viciados, que consequentemente optam por invadir locais públicos, por isso que locais como a Cracolândia surgem, o que só dificulta ainda mais o resgate.
Portanto, visto a realidade que assola o Brasil, o Ministério da Saúde deverá realizar campanhas de conscientização que visem incentivar as familias a buscarem por apoio e a nunca abandonar os seus similares, para isso, a mídia deverá ser utilizada, ja que é comprovado o seu forte poder de divulgação. Além disso, o Estado deverá liberar verbas para que sejam aplicadas nos centros de apoio, os impostos públicos poderão ser utilizados, dessa forma, a eficácia da internação involuntária se tornará maior, o que levará a diminuir o número de cidadões que se encontram com este problema, de modo que no final, as familias voltem a ser o que eram inicialmente.