A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 18/08/2020

O número de usuários de drogas têm crescido nos últimos anos, segundo o site viver sem drogas, por consequência a dependência química também vêm a aumentar, tornando  a internação involuntária uma opção viável, e aprovada por grande parte da população, afirma a matéria da revista O tempo publicada em 2020. O consumo intenso de drogas ocasiona um estado em que o individuo não percebe sua dependência, muitas vezes acompanhada de mudanças de comportamento e distanciamento social, sendo assim tornando-se necessária uma intervenção externa, pais ou filhos, para a internação em clinicas especializadas no tratamento dos mesmos.

Diante disso é necessário um espaço de qualidade e médicos especializados no tratamento de viciados em droga, sendo a psiquiatria  um dos pontos primordiais para a analise e diagnostico do paciente. No entanto no Brasil o número de psiquiatras é baixo diante do necessário, além disso há poucas clínicas que se especializam no tratamento desses enfermos.

Embora ocorra um investimento em hospitais para viciados químicos é necessário também a qualificação de um tratamento não agressivo e que acompanhe o desempenho de cada paciente, sendo um acompanhamento psicológico e o entendimento não só do paciente mas como daqueles que estão ao seu redor importantíssimos no processo de melhora.

Nesse sentido um maior investimento em políticas não só de conscientização  mas também de ressocialização como a aceitação desse individuo recém saudável na sociedade, tornando para ele possível, por exemplo, um emprego é de extrema importância, além da maior valorização dos especialistas envolvidos no tratamento e a redistribuição de verba governamental com a funcionalidade de especialização de clinicas para tratamento químico. Ademais o incentivo para que o próprio dependente químico torne-se consciente de seu estado, e do que esta se propondo ao consumir a droga, e assim possa procurar ajuda qualificada obtendo um tratamento, é ideal para que a porcentagem de usuários de drogas ilícitas diminua cada vez mais.