A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 21/08/2020
Sob a ótica do filósofo Zygmunt Bauman, a sociedade atual vive em uma modernidade líquida, a qual marca os seres pela grande quantidade de confusão. Na realidade apresentada, o meio digital agrava fortemente a síndrome de Burnout, devido a falta de empatia daqueles que cercam os que sofrem da doença e a cobrança infindável que esses impõem sobre si mesmos.
De acordo com o estudioso Sergio Buarque de Holanda, o homem é um ser cordial, o qual deixa a razão de lado e age em função da emoção. Nessa perspectiva, muitas vezes a falta de empatia é uma consequência disso, quando os que rodeiam quem tem a síndrome, apesar de saber da existência dessa predisposição, por não ter um acesso adequado a informações sobre tal, ao pensar unicamente em si acabam que por trazer gatilhos a tona àquele que os tem. A exemplo disso, são os seguidores de famosos no geral, que cobram de forma avassaladora esses sem pensar na saúde mental deles.
Além disso, muitos gatilhos são acionados por pessoas que estão em cargos profissionais que as cobram em tempo integral via meios digitais (como gestores), mas não entendem que existe uma hora de parar devido a cobrança individual. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos tem direito ao repouso, ao lazer e as férias, tendo essa realidade em vista, quando esses se cobram dessa forma e não tem o acesso necessário a um tratamento de qualidade, estão a ter um direito humano negligenciado.
Logo, para que os meios digitais se tornem menos agressivos aos que tem a síndrome de Burnout, as próprias redes sociais devem alertar os seus internautas sobre a predisposição, por meio de campanhas online nelas mesmas. Além disso, empresas devem disponibilizar tratmento para seus empregados, a fim de ajudar em suas saúdes mentais e assim tambem no desempenho profissional.