A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 21/08/2020

Segundo dados do site G1, a dependência química é um problema crescente no Brasil. Em decorrência disso, tem-se que a internação involuntária de pessoas que passam por tal problemática é um fato cada vez mais comum no país. Desse modo, é válido destacar que o aumento do consumo de drogas e a não aceitação do vício como um problema de saúde levam à internação involuntária no país.

De início, é importante ressaltar que há, de acordo com pesquisa divulgada pelo Datafolha, um aumento do número de dependentes químicos no Brasil. Isso ocorre porque o acelerado modo de vida  e os problemas sociais existentes nos dias de hoje fazem com que as pessoas recorram às drogas como um refúgio. Tal fato pode ser associado à ideia do filósofo Freud,o qual diz que ‘‘o homem vive em busca do prazer e na esquiva da dor’’, uma vez que as drogas acabam, muitas vezes, funcionando como uma ‘‘válvula de escape’’ para os impasses sociais. Essa problemática, quando evolui para dependência química,faz com que tanto a pessoa que se encontra nessa situação, quanto a família dela não consigam controlar a compulsão existente pela droga nesses casos de vício. Nesse sentido, cabe a família, por não conseguir deter a ‘‘guerra’’ contra os entorpecentes, solicitar a internação involuntária do indivíduo para que ele possa passar por uma reabilitação e, posteriormente, ser reintegrado na sociedade. Diante disso, é notório que a internação sem consentimento do enfermo é nesses casos uma saída para que o vício seja,assim, combatido no país.

Além disso, é necessário mencionar que a não aceitação da dependência química gerada pelo uso recorrente de certas substâncias é um fator para que a prisão hospitalar involuntária seja uma realidade no Brasil. Nessa perspectiva, é importante destacar que dentre os níveis existentes na dependência química, a aceitação do indivíduo sobre o fato de ele estar doente e que precisa de ajuda é o primeiro passo para que o vício possa ser tratado. Por isso, quando quem sofre com essa problemática não consegue admitir que precisa de ajuda é imprescindível que a família solicite internação, mesmo que involuntária, a fim de que a pessoa possa se tratar e ser reintegrado socialmente. Como prova de tal realidade, pode-se citar o comentarista de futebol Casagrande, ex-dependente químico, o qual em entrevista falou da importância dessa aceitação para o tratamento, de fato, contra o vício. Diante do exposto, nota-se que, mesmo quando involuntária, internação é necessária contra a dependência.

Observa-se, portanto, a internação involuntária de dependentes químicos pode ser um fato. Por isso, é importante que o Ministério da Saúde conscientize a população, por meio de campanhas contra as drogas e notas informativas sobre a importância da aceitação do vício como doença, a fim de que a família saiba quando procurar ajuda,como internação, e,assim, o problema  das drogas seja combatido.