A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 20/08/2020
Segundo o médico Sigmund Freud, é impossível enfrentar a realidade o tempo todo, sem nenhum mecanismo de fuga. Nessa lógica do médico, é possível analisar que muitas pessoas utilizam drogas, lícitas ou ilícitas, como um meio para fugir da realidade. Com isso, nota-se que o uso frequente dessas substâncias provocam sérias reações nos indivíduos, dentre elas a dependência química. Nesse viés, compreende-se que a falta de autocontrole e o agravamento da saúde do dependente são alguns dos motivos responsáveis pela internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Inicialmente, é importante entender que, na sociedade brasileira, a utilização excessiva de drogas gera um estágio de falta de autocontrole nos consumidores, uma vez que a substância altera a funcionalidade do organismo e a consciência do indivíduo. Visto isso, muitos familiares optam pela internação involuntária dessas pessoas. Nessa perspectiva, é válido pontuar os dados divulgados pelo site do G1, cerca de 8 milhões de brasileiros são dependentes químicos, ou seja, é necessário perceber a quantidade de pessoas que precisam de ajuda, já que, na maioria dos casos, elas não têm consciência da realidade e é preciso a intervenção familiar. Desse modo, verifica-se a importância da família na busca por tratamento do usuário, visto que a falta de autocontrole impede que o indivíduo perceba a necessidade de ajuda.
Além disso, é preciso mencionar que um dos fatores preocupantes com os dependentes químicos é o dano causado na saúde dessas pessoas, posto que muitos sistemas do corpo humano são afetados, principalmente o sistema nervoso. Nesse sentido, os familiares veem a internação involuntária como um dos meios para desintoxicação do organismo e tratamento. Diante disso, vale ressaltar que o direito à saúde qualidade, previsto no artigo 6º da Constituição Federal, não é assegurado na prática, dado que a disponibilidade de tratamentos especializados seria imprescindível para essa parcela da população que encontra-se em estado de vulnerabilidade.
Assim, fica evidente que são necessárias algumas medidas para ajudar no tratamento de dependentes químicos no Brasil. Portanto, cabe ao Poder Executivo, que administra o governo, por intermédio do Ministério da Saúde, juntamente com a família, auxiliar e disponibilizar para a sociedade mecanismos que ajudem os dependentes químicos, por meio da disponibilidade de profissionais da saúde, como psicólogos e psiquiatras, em unidades de saúde. Com isso, esses profissionais devem auxiliar nos tratamentos dos dependentes químicos, para que a internação involuntária não seja o único meio de tratamento dessas pessoas.