A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 20/08/2020

Na distopia de Aldous Huxley, “Admirável Mundo Novo”, os personagem fazem uso de uma droga chamada “soma” que sanava dúvidas, insegurança e encorajava os indivíduos do livro. Na realidade brasileira, o uso de entorpecentes também faz parte do cotidiano de muitos cidadãos. Porém, devido à grande dependência que essas drogas provocam, a internação involuntária dos dependentes químicos torna-se perceptível na sociedade. Nesse sentido, não só a percepção da família para ajudar o doente como também a melhora na saúde pessoal e social são reflexos dessa ação.

De início, é importante a análise do Mito da Caverna do filósofo Platão o qual pessoas viviam acorrentadas à sombra de fogueiras sem conseguir sair da caverna. Tal fato, não muito distante da ideia do estudioso, se relaciona também à vida dos dependes químicos no Brasil, os quais estão “presos” nos efeitos das drogas e assim não conseguem reconhecer a necessidade de buscar ajuda. Nessa perspectiva, a internação involuntária, ou seja, acionada pela família, surge como opção fundamental para o tratamento do dependente. Isso, além de evidenciar a percepção familiar para ajudar um parente, estabelece a importância desse contato primário para uma boa vida em sociedade. Nota-se assim que é inquestionável a necessidade de ajuda da família para que um dependente usufrua do direito à saúde que a Constituição Brasileira visa garantir, e, portanto, passar a ser visto como indivíduo ativo na sociedade e não à margem da população como é evidenciado na maioria das vezes.

Além da importância da percepção da familiar para inicias a internação involuntária, essa ação, embora contrária a vontade do paciente, pode beneficiar a saúde pessoal e social. A saber, no Brasil, existem vários locais onde o tráfico é perceptível como na Cracolândia no estado de São Paulo. Esses locais, por serem regiões quase que destinadas a volatilização do indivíduo, necessitam de atitudes que possam reverter a situação. Nesse sentido, os auxílios familiares para internações involuntárias são ações que podem atenuar o aumento demográfico desses lugares. A partir disso, torna-se possível não só a melhora na saúde pessoal do doente como ajudaria na saúde pública em virtude da diminuição de indivíduos em situações desumanas.

Dessa forma, para que a internação involuntária seja colocada em prática corretamente,o Estado, por meio da criação de mais Centro de Assistências Psicossocial e procura de dependentes que não possuem mais familiares, assista maiores números de pessoas em condições degradantes e ofereça às famílias um maior acesso a cuidados para parentes usuários de drogas. Outrossim, é necessário palestras em Instituições, mediada por profissionais de saúde, que visem o alerta de  comportamentos de dependência a fim de que famílias possam agir nessas situações.