A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 21/08/2020
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher o seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão da não internação involuntária de dependentes químicos no Brasil, uma vez que essa problemática, apesar de abranger um assunto de saúde de pública, que necessita de intervenção social, vem sido negligenciada pela população nacional. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da irracionalidade coletiva e da falta de debate acerca dessa temática.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a lacuna de racionalidade social, haja vista que grande parte do contingente das famílias nega-se a realizar a internação involuntária por motivos passionais, o que culmina na renegação da atitude lógica a ser consolidada. Nesse sentido, o filósofo Hegel afirma que a razão rege o mundo. No entanto, verifica-se uma atuação da irracionalidade na questão da não internação involuntária de dependentes químicos, que tem como base uma forte influência da falta de um pensamento racional. Assim, sem a presença de uma lógica que permita tomar decisões de bom senso, esse problema tem sua intervenção dificultada.
Outrossim, a falta de debate ainda é um grande impasse para a resolução da problemática, tendo em vista que sem realização de um diálogo sério e massivo sobre esse assunto, a sua resolução é impedida. Consoante a esse fato, o filósofo Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que a questão da não internação involuntária de dependentes químicos no Brasil seja resolvida, faz-se necessário debater sobre. Sendo assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.
Portanto, para que a internação involuntária de dependentes químicos passe a fazer parte da realidade brasileira, medidas precisam ser tomadas. Logo, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço aberto ao público para rodas de conversa e debates com especialistas no assunto sobre a internação involuntária de dependentes químicos, com intuito de informar a população acerca da importância da intervenção social nessa situação, haja vista que trata-se de uma questão de saúde pública. Dessa forma, como propões Habermas, encontraria-se um meio de solucionar a questão, por meio do uso da linguagem.