A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 21/08/2020
Segundo o site Datafolha, cerca de um quarto da população brasileira entrevistada afirma ter alguém da família que utiliza algum tipo de droga. Esse consumo, em sua maioria, é iniciado na adolescência, em que os jovens começam a usar entorpecentes e, desse modo, acabam não pensando nas consequências que esse uso pode trazer, como dependência e, por conseguinte, internação involuntária. Além disso, o internamento involuntário é necessário, pois o indivíduo, quando fora de si por causa dos efeitos das drogas, pode fazer coisas inimagináveis contra ele mesmo e a sociedade.
Em primeira análise, de acordo com a filósofa alemã Hannah Arentt, o ser humano pode realizar ações inimagináveis do ponto de vista da destruição, sem motivação maligna. Nessa ótica, a vida de consumo de drogas, em sua maioria, começa durante a adolescência, muitas vezes por ser considerado programa divertido e, também, para que o indivíduo seja aceito em determinado grupo de amizade. No entanto, a ingestão de produtos ilícitos pode trazer inúmeros prejuízos, como é o caso da dependência, o que acaba afetando não só a saúde física e mental do consumidor, como também pessoas ao seu redor.
Em segunda análise, segundo Michel Foucaut, o ser humano é uma constituição biopsicossocial. Desse modo, por possuir essa constituição, as pessoas devem se importar com o bem-estar da sociedade. No entanto, pelo fato de o indivíduo estar fora de si quando está sob efeito de drogas, suas ações podem estar diretamente ligadas à sociedade e, por consequência, pode ser afetada por causa de tais ações. Assim, é necessário que a opção da internação involuntária dessas pessoas seja sempre considerada pela família, para que não haja prejuízos às pessoas.
Dessa maneira, conclui-se que, para que haja a internação involuntária de dependentes químicos no Brasil, as instituições de ensino, junto com a mídia devem promover palestras e comerciais que visem alertar aos jovens os perigos que as drogas, tanto lícitas, quanto ilícitas podem trazer, não apenas na vida do indivíduo, como também em toda a sociedade. Ainda, o Ministério da Saúde, junto com clínicas de tratamento, devem fazer pesquisas com uma seção especial em pontos específicos em todas as cidades do Brasil, onde são encontradas mais pessoas que necessitam de ajuda. Devem, também, procurar as famílias dessas pessoas, conversar e conscientizá-las sobre a importância dessas pessoas serem internadas para serem ajudadas a vencer esse vício, para que, assim, o ser humano tenha sempre consciência de suas ações e que elas não o prejudique, nem as pessoas ao seu redor.