A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 10/11/2020

Dia 6 de março de 2013, o Brasil todo sente a morte do maior cantor nacional de pop rock, Chorão. Alexandre Magno Abrão mais conhecido como Chorão, foi encontrado morto em seu apartamento após grande ingestão de cocaína, segundo laudo divulgado. Em entrevista divulgada pelo canal televisivo Record, Graziela Gonçalves, viúva de Chorão alegou ter tentado internar o mesmo, infelizmente uma tentativa frustrada e que custou a morte prematura do cantor. Logo, a necessidade da internação involuntária dos dependentes químicos no Brasil.

Paralelo a esse ocorrido, antes do ano de 2019 era de se indignar que para internar um dependente químico contra sua vontade seria necessário apelo judicial, que por muitas vezes poderia não ser concedido e por consequência resultar em muitas mortes que poderiam ser evitadas se não houvesse essa burocracia. No entanto, desde junho de 2019 foi concedida a permissão para internação involuntária, e essa nova lei divide muitas opiniões de psiquiatras, já que alguns acham que para internar uma pessoa ela precisa estabelecer algum perigo para ela ou para a sociedade.

Dessa forma é possível perceber o ’’ tiro no escuro" de como são tratadas as dependências no país. Segundo pesquisa divulgada pelo G1, 28 milhões de pessoas no Brasil tem algum parente que é dependente de alguma substância, seja ela lícita ou ilícita. Além desse dado, grande maioria recusa-se ao tratamento, o que agrava a situação a ponto do quadro poder ser irredutível.

Com base nos dados apresentados, pode-se inferir que o Ministério da Cidadania deveria promover uma ação de conscientização para os familiares dos dependentes químicos no Brasil. Para que dessa forma, todos entendessem os riscos da recusa do tratamento e também dos benefícios da ‘‘cura’’ contra o vício. Isso seria possível por meio de palestras, folhetos, reuniões e predisposição para sanar eventuais dúvidas. Sendo assim, a cautela seria muito maior e não se perderiam tão cedo  os talentos conhecidos e os também talentos desconhecidos do país.