A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 18/12/2020
Em um dos episódios da série Plantão Médico, um paciente estressado e com infecção fúngica se recusa a receber tratamento, até que um médico decide tratá-lo sem seu consentimento. Analogamente a isso, a internação involuntária de dependentes químicos no Brasil não tem a permissão dos dependentes, mas sim da família desses, que pensam ser a melhor alternativa. Assim, o tratamento é usado àqueles com transtornos mentais, entretanto pode gerar traumas aos pacientes, já que participam contra sua vontade.
É elementar que se leve em consideração, que a internação involuntária tem como função ajudar as pessoas que não querem parar de usar drogas, e esse desejo é distorcido pela dependência química, ou seja, perdem o autocontrole. Sobre o mesmo ponto de vista, de acordo com pesquisas feitas pelo Datafolha em 2019, 83% dos brasileiros apoiam o tratamento involuntário e 23% tem um familiar envolvido com drogas. Desse modo, essa internação é uma grande opção aos familiares para ajudarem seus entes e a família.
Simultaneamente a isso, a internação por ser involuntária, traz trauma aos pacientes como uma de suas consequências. Uma vez que, obrigar o dependente químico a fazer esse recurso terapêutico, torna o processo mais complicado e cruel. De conformidade com Jurema Werneck, a diretora da Anistia Internacional do Brasil diz que esse tratamento gera violações de direito, como tortura e privação da liberdade. Nesse viés, é necessário o aprimoramento de tais ações.
Contata-se, portanto, que a internação involuntária precisa de mais atenção do governo. Destarte, compete ao Ministério da Saúde, órgão responsável pela administração pública do país, colocar bons médicos nos setores psiquiátricos, através de pesquisas detalhadas no currículo, a fim de colocar somente os dependentes químicos sem autocontrole na internação involuntária, depois de exames médicos detalhados. Ademais, cabe à Secretária da Saúde fiscalizar essas internações para ver se há os devidos cuidados, por meio de fiscais responsáveis, com o intuito de não gerar violações dos direitos e, assim grandes sequelas nos pacientes