A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 04/01/2021

O filósofo Jean Paul Sartre defende que os seres humanos deveriam ser livres para agir, pois agiriam com responsabilidade . No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão da internação involuntária de dependentes químicos no Brasil. Desse modo, é preciso analisar esse problema, o qual persiste influenciado tanto pela busca por prazeres instantâneos quanto pela negligência política.

Nesse âmbito, é preciso destacar a problemática do imediatismo no que tange à dependência química dos brasileiros.  Sob essa ótica, o Hedonismo, filosofia grega, define o prazer como o bem supremo da vida humana, o que o transforma no sentido da  existência moral. Porém, isso se caracteriza como um agravador em torno do vício em substâncias danosas aos indivíduos. Dessa maneira, a hospitalização obrigatória é imprescindível ao recuperamento dos depentes, visto que eles priorizam a obtenção de prazeres imediatos.

Ademais, também é preciso ressaltar a necessidade de atenção no campo político.  Nesse sentido, o pensandor grego Aristóteles define que a função da política é assegurar o bem-estar dos cidadãos de uma sociedade. Contudo, constata-se uma lacuna de ações legislativas referentes ao internamento compulsório dos que estão subordinados ao uso de drogas, o que impede esse asseguramento. Desse jeito, o apoio político negligente faz persistir  a situação.

Diante das conturbações expostas, é necessário, portanto, que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Justiça,  promova uma solução. Essa ação poderá ocorrer por meio da conscientização à respeito da reabilitação forçada, por meio de um projeto de lei que promova palestras semestrais abertas ao público, as quais devem contar com psicólogos e pessoas recuperadas da dependência química. Com essas medidas, os brasileiros poderão ter melhores condições de saúde e o pensamento de Jean Paul Sartre, Tornar-se-á mais compatível com a realidade do país.