A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 10/11/2021

A dependência química no Brasil é uma problemática que cresce com o passar dos anos. Muitos fazem uso de substâncias químicas, tais como àlcool e outras drogas, como uma medida escapatória da realidade ou como uma forma de solução para seus problemas, enquanto outros o fazem por influência de amigos e familiares.

Sob esse viés, percebe-se que a internação involuntária é uma medida de extrema relevância na saúde do toxicomaníaco, ao levar em conta que a graveza da sua situação não lhe permite reconhecer que precisa de ajuda. Assim, quando o dependente é retirado das ruas e é levado à algum centro de reabilitação, receberá tratamento psicológico e médico, visando a sua melhora. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), graças à internação involuntária, cerca de 300 mil pessoas foram libertas do vício. Desse modo, a adesão da diretriz apresentou resultados positivos e vantajosos para essa parcela da população.

Além disso, a norma auxilia no aumento da segurança do restante dos cidadãos, vítimas dos usuários de entorpecentes, que, para manter seu vício, tornam-se adeptos da criminalidade. Ou seja, o consumo exacerbado  de drogas compromete a capacidade crítica do indivíduo e o torna refém da marginalidade, consequentemente acentuando os problemas sociais já presentes na contemporaneidade.

Logo, para assegurar que a internação involuntária traga bons resultados, é necessário que o Ministério da Saúde receba verbas do Poder Executivo para a construção de centros de reabilitação, bem como qualificação dos profissionais da saúde. Também, o Ministério da Educação deveria organizar palestras com o intuito de conscientizar e alertar os adolescentes e crianças sobre as inúmeras consequências negativas causadas pelo consumo de drogas.