A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 12/11/2021
Infelizmente, o uso de drogas, denominação popular dada a substâncias ílicitas e geralmente psicoativas, ainda é um problema que predomina em muitos lugares do Brasil. Esses entorpecentes acabam tornando seus usuários em dependentes químicos, que sentem necessidade de continuar o consumo mesmo que possa ser extremamente prejudicial para os mesmos.
A parte mais preocupante é que de acordo com o Datafolha, em 2019, aproximadamente 27% da população tinha parentes quais estavam relacionados ao uso de drogas. Muitos desses usuários também são dependentes, e por causa disso não procuram tratamento, as próprias famílias acabam decidindo colocá-los em centros de reabilitação, mesmo que eles não queiram.
No entanto, mesmo que isso possa parecer uma boa iniciativa, não é garantido que o paciente estará invulnerável a recaídas, por exemplo. Como o dependente é colocado compulsoriamente em clínicas, ele pode continuar o consumo de drogas no futuro, já que é possível que o mesmo nunca pretendeu parar de utilizá-las. Por causa disso, a internação involuntária pode se mostrar ineficaz se não há interesse dessa pessoa.
Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas sobre o assunto. Primeiramente, colocar usuários em centros de tratamento forçadamente deve ser uma atitude feita por familiares apenas quando o caso estiver muito grave, especialmente quando o paciente correr risco de morte. Além disso, é importante que haja modo de conscientizar jovens sobre o perigo que as drogas têm, feito por campanhas de organizações, ou preferivelmente pelo poder público. Desse modo, há como contribuir para que haja menor uso dessas substâncias no futuro.