A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 25/04/2022

No seriado estadunidense “Euphoria”, estrelado por Zendaya Coleman, é retratado a vida de Rue Bennett, uma adolescente que, em virtude de sua saúde mental procura nas drogas uma forma de fugir da sua realidade, promovendo, inclusive, piora no seu quadro clínico, e a sua internação. Hordiernamente, fora da ficção, muitos brasileiros enfretam situação semelhante, o que colabora prejuízos para sanidade dessas pessoas, uma vez que indíviduos que sofrem dessas condições são marginalizados e violentados. Dessa forma, por causa da negligência estatal, além da desinformação populacional, essas consequências se agravam na sociedade brasileira.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a desinformação populacional é o principal

catalisador da discriminação. Segundo um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde, cerca de 6% da população brasileira atual tem alguma dependência química. Segundo dados de 2019 do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes, 35 milhões de pessoas sofrem de transtornos decorrentes do uso de drogas e necessitam de tratamento em clínicas. Desse modo, como o uso de drogas ilícitas e as suas consequências são estigmatizadas e pouco debatidas entre os habitantes do Brasil, quando um cidadão começa a apesentar os sintomas, ele é mais propenso a pensar que é algo corriqueiro, que não merece muita atenção, e falha em procurar ajuda especializada.

Por conseguinte, a atitude insuficiente do Estado em promover ações de acolhimento causam precariamente a estigmatização. De acordo com os preceitos da Constituição Federal, o governo tem a obrigação de garantir a igualdade de tratamento entre os cidadãos, independente de quaisquer condições pré-existentes. Tal fato está relacionado á falta de centros dedicados a receber usuários clínicos, também a falta de propostas de debate á sociedade sobre o tema abordado. Com isso, milhares de brasileiros com um transtorno por uso de substâncias psicoativas permanecem desamparadas, indo contra as ideias de igualdado, já que as pessoas acometidas por esse transtorno se isolam da comunidade por receio e passam a ser hilotas pela sociedade ao seu redor.

Destarte, medidas são necessárias para resolver os problemas discutidos. Para tanto, é necessário que o ministério da Educação realize projetos escolares com bases cientificas que busquem debater sobre a questão retradada. Além disso, o Ministério da Segurança deve instalar centros de apoio, em especial no campo, que recebem denúncias e tratamentos a esses usuários. Espera-se, com essas medidas, que a recriminação e a violência associada aos dependentes químicos seja paulatinamente erradicada.