A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento
Enviada em 22/10/2019
As tecnologias da informação e comunicação (TICs) revolucionaram o campo da educação ao transpor a barreira física entre professor e aluno para a efetivação do conhecimento. Entretanto, a democratização do ensino fomentada pelas TICs enfrenta desafios, entre eles o obstáculo da inclusão digital e a superficialidade das informações nas plataformas digitais.Portanto, é necessário socializar o uso da internet e suas tecnologias, bem como estimular o pensamento crítico.
Em primeiro plano, é imperioso ressaltar o papel das TICs no fomento à democratização da educação, pois é por meio delas que é possível difundir informações em um país de proporções continentais como o Brasil.Posto isso, o filósofo Manuel Castells versa sobre o conceito de sociedades em redes, ao ilustrar o potencial da internet de hiperconectar espaços e realidades distintas, promovendo a descentralização do conhecimento. Dessa forma, é evidente a importância da inclusão digital como ferramenta indispensável à propagação do conhecimento,uma vez que, ela permite o acesso à internet pelas populações mais periféricas- a exemplo do Norte do país- e como resultado, maximiza o fluxo informacional pela criação de novas redes de conexão.
Não obstante, a educação virtual apesar de socializar o ensino enfrenta uma grave problema pedagógico : a superficialidade das informações, pois as multimídias privilegiam a reprodução de informação em detrimento do pensamento crítico. Nesse sentido, o filósofo Edgar Morin destaca a necessidade de uma educação para a complexidade, com a finalidade de compreender o mundo, ao mesmo tempo que nega a eficácia de uma simples reprodução de conhecimento. Desse modo, as redes falham nesse quesito, fato que se ratifica ao analisar o conteúdo de “edutubers” que apenas reproduzem uma informação sem abrir um espaço para a sua discussão.
Em suma, a função da internet para socialização da educação é limitada pela superficialidade e tênue inclusão digital.Dessarte, faz-se fulcral que o Ministério da Educação elabore a criação de centros culturais, cujo espaço forneça o acesso a computadores e internet aberto ao público, por meio do direcionamento da verba prevista na Lei Rouanet, e que tenha como prioridade as áreas periféricas do Brasil, com o fito de democratizar o conhecimento mediante plena inclusão digital. Ademais, urge uma mudança nas plataformas digitais como o youtube, por meio da elaboração de uma algoritmo pelas faculdades de tecnologia que permita uma interação com o conteúdo, a fim de mitigar a passividade.