A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento
Enviada em 03/01/2020
Mentes conectadas
Na Grécia antiga o conhecimento era monopolizado em grande parte por uma minoria da aristocracia grega,sendo os Sofistas conhecidos na história pela monetização do acesso ao conhecimento.O saber limitava-se àqueles que podiam pagar por aulas particulares com os mesmos. No século XXI, basta que uma palavra-chave seja inserida na caixa de pesquisa de um aparelho eletrônico e uma infinidade de sites trarão os detalhes mais variados sobre o que se busca. Entretanto, o fenômeno conhecido como Internet assume papel dual no tocante à democratização do conhecimento na contemporaneidade, ajudando muitos , porém, marginalizando aqueles que não gozam das mesmas circunstâncias.
Em 2018 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que cerca de 65% da população brasileira têm acesso à internet. Não por acaso, o aumento no números de usuários cresce na mesma proporção que às instituições de ensino à distância. Esta modalidade de ensino nasceu com a era digital e revolucionou a democratização do ensino das mais variadas formas, geralmente com a flexibilidade e preços que cursos presenciais não oferecem. Destarte, verifica-se o regresso da elitização do ensino e acesso à informação no país.
Embora a inclusão digital contribua significativamente para o acesso à informação e outros serviços , melhorando a qualidade de vida daqueles têm acesso à internet, a parcela que não está inclusa é mais excluída do que nunca, segundo uma matéria divulgada pelo jornal El País em 2019. De acordo com o jornal, o acesso à internet no século XXI é um dos fatores determinantes para os índices de qualidade de vida de uma sociedade, sendo que a ausência de inclusão digital é um fator potencializador da desigualdade social no brasil e no mundo. Logo, na atualidade a falta de acesso à internet enquanto difusor de conhecimento implica diretamente no declínio do exercício do pensamento crítico.
É necessário, portanto, ações voltadas a melhora qualitativa e quantitativa do acesso à internet no Brasil. O governo Federal deve promover parcerias público-privadas com empresas do setor de comunicação a fim de ampliar ao máximo a rede de acesso à internet no país, melhorando a infraestrutura necessária para transmissão do sinal em regiões isoladas e subsídio federal para diminuição dos preços de instalação para a população. O Ministério da educação deve promover cursos
de informática básica em escolas da rede pública ou em espaços de domínio público voltados à população idosa e de baixa renda, para melhora da inclusão digital. Desse modo, o Brasil colocará a internet à serviço do progresso da nação rumo ao futuro da era digital.