A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento

Enviada em 15/01/2020

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas), é direito de qualquer cidadão, sem exceção, o acesso ao conhecimento.Contudo, o cenário visto por quase metade da população brasileira impede que isso ocorra na prática, devido à impossibilidade de se conectarem à internet, um importante instrumento educativo que ainda encontra obstáculos para ser democratizado.Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para resolver essa problemática.

Em conformidade com Nelson Tomazi, sociólogo brasileiro, se as circunstâncias formam os indivíduos, esses também criam as circunstâncias. Desse modo, recai sobre a humanidade a atribuição de garantir, por meio da internet, o acesso a conteúdos acadêmicos. No entanto, essa utópica concepção diverge da atual situação do país, visto que cerca de 49% das pessoas não possuem acesso à rede mundial de computadores, segundo o site de notícias Globo. Tal fato tem origem, por sua vez, na disparidade econômica entre os cidadãos que, em grande parte, não possuem dinheiro para adquirir aparelhos capazes de realizar a conexão. A partir dessas informações, é evidente que o poder público falha ao cumprir seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos.

Ademais, cabe salientar que, com a Revolução Francesa, direitos baseados no princípio da igualdade foram declarados universais e estão acima de qualquer poder existente. No entanto, o quadro da educação no país demonstra que o conhecimento se encontra concentrado na parcela populacional com maior poder aquisitivo. Essa circunstância impede que grande parte do país contribua de modo efetivo para o avanço da ciência brasileira, o que causa, certamente, atrasos no quesito educativo. Vê-se, portanto, a necessidade de equalizar essa balança educacional e resolver o impasse.

Logo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística deve realizar, com parceria de universidades federais, pesquisas sobre o número de pessoas que desejam estudar pela internet mas não possuem condições. Esses dados serão enviados ao Ministério da Educação que, após a análise dos dados, irá investir na ampliação de bibliotecas universitárias munidas de computadores e rápida conexão de rede. Com isso, novos alunos poderão ingressar na jornada acadêmica desejada e contribuir para a preservação do princípio da igualdade supracitado e da democratização do conhecimento.