A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento
Enviada em 10/01/2020
Se no período colonial uma carta demorava 3 meses para chegar a Portugal. Hoje, um e-mail viaja a Lisboa numa velocidade de 300.00km/s. Pois é, a internet nos aproxima e nos conecta num piscar de olhos. Porém, nem só de e-mail vive a internet. É possível, por exemplo, assistir uma aula ao vivo do Japão mesmo estando no Brasil. Logo, como esta ferramenta pode auxiliar a difundir e democratizar o conhecimento no Brasil? Nesse contexto, quais seriam os desafios a serem vencidos?
Segundo a TCI Domicílios, 70% da população brasileira teve acesso à internet em 2018. Sites famosos como o ‘Youtube’, disponibilizam de forma gratuita uma série de videoaulas, como o canal do ‘Professor Ferreto’. Onde é possível estudar diversos conteúdos de matemática, bastando apenas ter acesso à rede. A ciência também domina à internet. Pois no site ‘Pubmed’, encontram-se os mais novos artigos e descobertas científicas do mundo todo, acessíveis com apenas um clique. O ensino a distância (EAD), que teve um crescimento de 17,6% de 2016 para 2017, segundo o Inep. Favorece jovens que residem longe das universidades e grandes metrópoles, cursarem um ensino superior.
Porém, nem tudo é perfeito. Além do fato do Brasil amargar a nona posição de pior velocidade de internet, em escala global, de acordo com a Akamai em 2014. Mais de 70 milhões de brasileiros não têm acesso à internet, como mostra a Exame. Sendo a Região Nordeste a menos conectada do país, segundo o site ‘Leia Já’. A ameaça de limitação da banda larga ainda é presente no Brasil, mesmo sendo proibida em 2016 pela Anatel. Empresas como a ‘Claro’ pretendem impor limites de acesso à rede aos seus clientes ainda em 2020, como diz a UOL. Portanto, o EAD, Youtube e outros meios de difusão do conhecimento, serão gravemente afetados, caso ocorra a restrição.
Nesse contexto, é vital a manutenção do livre acesso à internet no país. O fornecimento e suporte à rede devem ser impostos ao 1/3 da população que ainda não possuem. A Anatel deve exigir das operadoras a instalação de linhas de transmissão em áreas carentes, principalmente no Nordeste, antes de requerem debates acerca da restrição aos usuários. Parcerias com estados e municípios para construção de antenas e distribuição gratuita de internet à população, devem ser iniciada através de editais. Assim, mais brasileiros teriam acesso a todo acervo educacional da internet.