A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento

Enviada em 13/01/2020

Ensino a distância sim, mas com abrangência e com qualidade

A partir dos anos 2000 há, no Brasil, expansão e popularização do acesso à informação via internet, o que permitiu a difusão de informação e de conhecimento, além do surgimento de uma nova modalidade de ensino à distância (EAD) ofertada pelas universidades. Apesar desse novo modo de estudo, é necessária uma atenção maior dos órgãos públicos ligados à educação para a verificação da qualidade da transmissão desse saber e para fomentar o acesso homogêneo da população brasileira.

A priori, deve-se observar que os indicadores de qualidade do ensino superior presencial são melhores em relação à EAD, segundo os números do ENADE. Isso ocorre devido à falta de complementariedade da discussão do saber de modo presencial nesta modalidade na maioria dos cursos não presenciais oferecidos no país. Nesse sentido, o professor deve atuar como tutor mediador da discussão do conteúdo com práticas que sejam efetivas na avaliação da aprendizagem, oferencendo assim um aproveitamento elevado ao aluno.

Em segundo lugar, apesar da popularização do acesso à internet pela população brasileira devido ao barateamento de planos de conectividade e de aparelhos eletrônicos, tem-se uma grande parte da população excluída desse benefício devido aos entraves financeiros. Nesse viés, a grande concentração de renda e os baixos salários familiares de muitos cidadãos se tornam o grande obstáculo para a democratização do ensino e, portanto, para a possibilidade de evolução financeira, uma vez que esta é, geralmente, associada à aquisição de conhecimento formal e de qualidade.

Então, para a democratização do saber é preciso que o poder público, por meio de incentivos fiscais, promova o acesso à internet, principalmente, para a população de baixa renda, de modo a garantir os direitos de todos, como previsto na constituição brasileira. Além disso, é necessário que o governo imponha por força de lei uma maior frequência de encontros presencias entre professores e estudantes do ensino superior, garantindo então uma melhor avaliação do ensino-aprendizado e um aumento da qualidade do ensino à distância.