A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento

Enviada em 16/01/2020

Após o advento do Iluminismo, houve uma crescente sede por conhecimento e sua democratização, essa sede só foi se intensificando com o passar das décadas. Hodiernamente, a internet surgiu como a principal aliada do processo de democratização do conhecimento. Entretanto, infelizmente, nem todos tem acesso a formas seguras de informação e muitos, principalmente o grupo mais velho, não sabem lidar com essa nova tecnologia. Sobre essa temática vale aprofundar-se nos principais impasses que postergam sua aplicação definitiva.

Sob tal ótica, é preciso ressaltar o uso prematuro da internet, como principal fator que inviabiliza seu uso como ferramenta de democratização do ensino. Conforme presenciado na obra “Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago, após um surto de cegueira repentino, a sociedade se encontrou completamente desorientada. Análogo a obra, o surto de informação digital fez com que a distinção entre informações verídicas e caluniosas se tornasse quase imperceptível ao público leigo, deixando-os desorientados a respeito do que acreditar.

Ademas, a falta de incentivo aumenta ainda mais o desinteresse de certos públicos, principalmente idosos, sobre a adesão do meio virtual como forma de aprendizado. Consoante comprovado na obra “O poder do hábito” de Charles Duhigg, quanto mais tempo até a criação de um costume, mais difícil para o cérebro interpretar essa nova prática como benéfica. Sendo assim, é possível induzir que quanto mais tardia começar a aprendizagem tecnológica, mais difícil será implanta-la.

Logo, é mister que o Estado busque formas de melhorar o quadro atual. Para isso, urge que o Governo Federal, em consonância com a mídia, garantam, por meio de uma ampla divulgação midiática voltada para a reeducação digital, em todas as idades, o melhor entendimento sobre essa nova tecnologia a fim de reduzir os riscos de disseminação de “fake news” e aumentar a adesão de todos os públicos a essa ferramente primordial para realizar o desejo dos filósofos contratualistas de democratizar o conhecimento.