A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento

Enviada em 31/03/2021

“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Essa máxima de Immanuel Kant pode ser relacionada com a falta de acessibilidade digital no ambiente escolar, já que tal ferramenta representa um direito social dos cidadãos nesse novo cenário mundial. Afinal, é a partir desse artifício que reações como a manutenção da cidadania e a diminuição da discrepância social são equalizadas.

Ao analisar a internet como um direito educacional no cenário da terceira revolução industrial, percebe-se que esse mecanismo disponibiliza diversos recursos no processo de aprendizagem que se transformaram fundamentais ao longo do tempo para o ensino efetivo dos alunos. Logo, o acesso a essa ferramenta já é considerada um direito social a ser exercido por todos os cidadãos na sua carreira estudantil, sendo a inibição de pessoas a essa plataforma um desserviço a manutenção da cidadania em qualquer país. Tal direito é explicitado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, a qual afirma que todo membro da sociedade pode exigir a satisfação dos direitos sociais indispensáveis.

Outrossim, nota-se que a essencialidade de tal inserção também se justifica pela continuidade no processo de graduação das próximas gerações já que o conhecimento é de suma importância para a estabilidade mental e financeira dos indivíduos. Logo, essa questão pode ser aludida a Nelson Mandela, o qual afirmava que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Nesse sentido, a educação aliada a esses recursos tecnológicos representa uma potencial forma de reduzir a desigualdade social a longo prazo, e consequentemente amenizar as adversidades mundiais, como teorizava Celso Furtado, “Todos os problemas estão atrelados ao subdesenvolvimento, desigualdade e preconceito”, sendo esse meio digital uma forma eficaz de combater os obstáculos sociais.

Portanto, é notório o quanto a democratização do acesso à educação por meio do ambiente digital precisa ser estabelecida para o desenvolvimento. Por conseguinte, o Estado, responsável pelo incentivo à educação, amplie os setores de políticas públicas, por meio do Ministério da Educação, mediante o fornecimento de aparelhos que possibilitam a entrada de pessoas sem condições financeiras a fim de estimular a aprendizagem dos alunos. Nesse âmbito, a Escola, meio de aprendizagem humano, aumente seu incentivo à indústria digital, por intermédio de aulas focadas no universo informático, com o objetivo de aperfeiçoamento do indivíduo na esfera educacional. Assim, as gerações vindouras desfrutarão de um mundo diferente do atual.