A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento

Enviada em 30/09/2021

A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, garante, em suas disposições, uma série de direitos sociais que versam sobre uma sociedade igualitária. No entanto, apesar de tal garantia, o que se percebe na sociedade brasileira atual é a não plenitude dessa garantia na prática, visto que o uso da internet como ferramenta para a democratização do conhecimento tem sido desrespeitado pelo Poder Governamental em virtude da falta de políticas públicas e da negligência do Estado.

Em primeiro plano, Aristóteles em seu livro “Ética a Nicomaco” diz que a política existe para garantir a felicidade dos cidadãos. No entanto, percebe-se que essa tese não se aplica à questão da internet como ferramenta para a democratização do conhecimento, uma vez que as disparidades sociais e regionais surgem como obstáculos para a inclusão digital, não integrando diferentes camadas sociais. Assim, sem o comprometimento do Poder Estatal em aplicar políticas públicas para solucionar o impasse, percebe-se que a ideia de bem-estar, da qual defende o filósofo, não se materializa.

Ademais, é impotante pontuar que o cantor Cazuza trouxe uma enorme contribuição social quando afirmou, na sua canção “O tempo não para”, que constantemente o futuro repete o passado. Assim, percebe-se que a obra do autor tem estreita relação com a temática, visto que a internet e equipamentos para conexão com a rede não são acessíveis a toda população, estanto majoritariamente concentrada nas classes econômicas mais elevadas, fruto da herança histórica de construção do país no que diz respeito ao poder de compra.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar a problemática. A população por meio de um projeto de iniciativa popular, deve criar um projeto social online, que crie uma equipe de trabalho a fim de monitorar e cobrar a atuação governamental em relação as questões sociais, como a internet como ferramenta para a democratização do conhecimento. Tal projeto deve eleger representantes de todo país e ter perfil e site público nas mídias sociais, com informações diárias de suas atividades para o acesso e salvaguarda da população.