A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento

Enviada em 14/08/2021

A partir da segunda metade do século XX, com a Revolução Técnico-Científico-Informacional e com o desenvolvimento das novas tecnologias da informação e comunicação (TICs), a internet progrediu e expandiu-se de forma global. Com isso, o ciberespaço passou a ser uma das principais fontes de conhecimento, consolidando-se como um elemento indispensável para o desenvolvimento da população. O sistema de redes de computadores interligados tem como propósito servir progressivamente usuários no mundo inteiro. Entretanto, esse objetivo não tem sido efetivado plenamente, diante das desigualdades digitais existentes no país, interferindo diretamente na democratização do conhecimento.

Em primeiro plano, cabe mencionar que o acesso à internet possibilitou inúmeros avanços no que tange ao conhecimento. A Organização das Nações Unidas (ONU), determina o acesso à internet como um direito humano do século XXI. Uma vez que, a mesma tem infinitas possibilidades e mostra-se como uma tecnologia benéfica que favorece e amplia a comunicação, para além de buscas e trocas de informações. Logo, tal acessibilidade garante a difusão do conhecimento e, consequentemente, a qualidade de vida aos cidadãos, tornando-se indispensável, já que atesta o desenvolvimento social e econômico do país.

Ademais, vale ressaltar que a internet mostra-se como um acentuador, caracterizando as disparidades socioenômicas da população, e inviabilizando a inclusão social de forma homogênea. A exclusão digital compromete a cidadania na medida em que, em uma sociedade hiperconectada - no sentido atribuído à ela pelo filósofo francês Pierre Lévy - as informações mais importantes para o dia-a-dia, como fatos, acontecimentos e maneiras de acessar espaços ou direitos, estão na internet. Portanto, a exclusão digital, em suas diversas formas, seja ela instrumental, infraestrutural, financeira, cognitiva e linguística se traduz em exclusão social.

Diante do exposto, conclui-se que são necessárias medidas que visam à reverter a situação. Sendo assim, urge por parte do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, investir na ampliação das redes de internet no Brasil, levando cobertura às àreas periféricas. Além disso, deve haver a criação de um plano de subsídios a equipamentos e redes de internet, de modo que a população marginalizada tenha um acesso com mais baixo custo. Paralelamente, um projeto de letramento digital deve ser lançado, com o intuito de promover a capacitação dos cidadãos a se tornarem usuários proficientes da tecnologia. Dessa maneira, amenizar-se-ia a problemática que impede a socialização do conhecimento através da internet de forma precisa e democrática.