A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento

Enviada em 23/09/2021

No fim do século VIII, vendedores britânicos batiam de porta em porta vendendo as ensiclopédias - grandes livros com quase todo o conhecimento humano. Hoje, as coisas mudaram: com o avanço exponêncial da tecnologia, foi possível amazenar praticamente todo o conhecimento adquirido em computadores e, a melhor parte, democratizou o acesso ao conhecimento, visto a grande gama de informações que se pode acessar com uma simples pesquisa. No entanto,  para a real democratização do conhecimento, ainda é necessário aumentar a disponibilidade da tecnologia para população e desenvolver a autoconscientização do poder da internet, que ainda persiste como grande problema.

Convém ressaltar, a princípio, que - por conta da falta da disponibilidade de internet e dos preços exorbitantes dos aparelhos eletrônicos - o acesso à informação no Brasil é extremamente cara para parte da população, o que formenta a desigualdade, na qual só os mais ricos possuem o alcance ao conhecimento. Sob essa perspectiva, de acordo com pesquisas divulgadas pelo IBGE, 25% dos brasileiros não possuem acesso à internet. Nesse sentido, apesar da tecnologia ser uma poderosa ferramento para o dessenvolvimento cognitivo, ela não está disponível para todos, visto que muito lugares concentrados nos interiores do Brasil ainda não possuem redes de internet. Dessa forma, tal ferramenta de conhecimento torna-se inalcançável por parte dos brasileiros.

Ademais, é evidente que o uso da internet nos dias de hoje está mais atrelado ao entreterimento, como assistir filmes, usar redes sociais e jogar, do que aos estudos. Sob esse viés, segundo Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. De acordo com essa lógica, é possível perceber que a questão do uso da teclogia para os estudos é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo uma vez que, se a pessoa vive em um contexto social em que o uso de smartphones, por exemplos, serve apenas para o entreterimento, o padrão é ela também utilizar dessa forma e, consequentemente, desconhecer a poderosa ferramente que possui para a obtenção de conhecimento. Dessa maneira, sem o incentivo ao estudo autodidata, a tecnologia serve apenas como mera distração.

Logo, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Portanto, o MEC, juntamente com as prefeituras, deve disponibilizar acesso as salas de computadores das escolas do município, por meio do agendamento de horários, nos quais possuem aulas de informática e incentivos ao uso da internet para auxiliar os estudos. Além disso, tais salas de informática devem possuir notebooks e chips de internet via satélite que poderão ser alugados pela comunidade, a fim de disponibilizar os eletrônicos e a internet necessária para o uso em casa. Assim, será possível de fato tornar a internet uma ferramente para a democratização do conhecimento.